terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A CALOS ENGANOU-SE NA FOTO...

... para ilustrar o post anterior. Era esta a imagem que ela queria por!

Bailarinas senior

Um grupinho de ex-alunas de ballet vão reabilitar as suas aptidões de bailarinas e voltar às aulas. A ideia surgiu numa noite de jantarada e de copos, quando descobrimos que todas as presentes tinham frequentado aulas de ballet, algures lá para os confins das suas infâncias.
Uma em Lisboa, outra em Leiria, no meu caso em Minde, algumas já faziam pontas, outras não, mas tínhamos algo em comum: o gosto pelo ballet e a proximidade das aulas do Conservatório de Minde. Começámos a fazer diligências e já temos uma turma de 6 bailarinas seniores.
Pretensões?! Nenhumas, para além de passarmos uns bocadinhos agradáveis de convívio, exercício físico e, se possível, alguma beleza de movimentos...
É tão bom quando passamos nós pela vida em vez de a deixarmos passar por nós, não é?

Fica lançado o desafio para quem se quiser juntar a nós.

Gulbenkian!...Preparem-se que elas andam aí!
UUUUUUUIIIIIIIIIIII

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

E COMENTÁRIOS ACERCA DO TEATRO ESTE FIM DE SEMANA, NÃO?

Visitante 30.000


Foi há tão pouco tempo e já temos muitas mais visitas depois disto, mas o(a) nosso(a) visitante nº 30.000 identificou-se a acabou de ganhar uma viajem à volta do mundo (em 60 dias, porque não?!) na companhia do Nuno Lobito.
;-)
No natal passado o(a) visitante nº 30.000 ofereceu à princesa este calendário lindo. Estava desertinha para vos mostrar.Querido(a) visitante 30.000: dirija-se à nossa redacção para reclamar o seu prémio e tomar um cházinho destes novos que recebi...
Além disso tem aqui uma pregadeira para vir buscar.

POIS

Há palavras que são bengalas. Há o clássico "portanto" (ou noutras versões"portantos"...), o mais moderno "é assim" ou "olha, isto é assim".
Na minha família o "pois" é muito usado.
Esta contou-ma o meu pai: há uma semana foi a França ao funeral de uma irmã. No funeral muitas pessoas falaram, dando testemunho do que conheciam da minha tia. O meu pai foi falar em nome da familia de Portugal e fê-lo em português. Mas antes de começar decide desculpar-se aos franceses por se exprimir numa língua que eles não acompanhavam. Desculpa-se em três palavras, faz uma pausa e arranca em português: pois... os filhos do ti Nogueira e da Ti Rosa da Caracoleira, etc...
Uma das minhas primas achou graça àquele pois e no fim do funeral conta-lhe outra. Estava a minha tia já inconsciente, no hospital e as filhas estavam-lhe á cabeceira, a acompanhar-lhe os últimos momentos. Acabam por se distrair a conversar, a contar histórias. Subitamente a moribunda abre os olhos e diz "pois..."
Mais uma: em tempos os meus pais tiveram uma empregada marroquina, chamada Mina, que esteve conosco muitos anos e se tornou como um membro da família.
No inicio, quando veio, não falava uma palavra de português e comunicavamos em francês.
O meu irmão tinha o hábito de passar por ela e lhe dizer "pois, pois..."
Ela andou uns tempos à rasca, por não saber se ele lhe estava a dirigir alguma indecência.
Quando finalmente ganhou coragem para perguntar o que aquilo queria dizer, fartou-se de rir e passou a chamar o meu irmão de Pois-pois.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Está um frio que não se aguenta

e a Troika e o Fúria da noite (Cambalhotas) dormem juntinhos para ficarem mais quentinhos.

São muito amiguinhos embora eu ache que a Troika pensa que o Fúria é um cão e brinca com ele como tal. Morde-lhe, salta-lhe para cima, corre atrás, mas sempre com ternura.

Tão queridos!....


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"Rua Direita nº7" - Baseado no universo de Mário de Carvalho

É hoje. Depois de 6 meses de ensaios, inúmeros stresses e discussões, 249 garrafas de vinho do Porto, meia dúzia de minis, 587 litros de chá e muita, mas muita risota, a nossa peça lá vai a palco. Fiquem com algumas fotos do ensaio geral.
Partam uma perna! Muita merda, muita merda...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tea time

Eu sou uma verdadeira apreciadora de chá. Gosto de todos os chás e bebo a toda a hora. De manhã, ao deitar e, cá em casa também se bebe chá às refeições. Não, não é Ice Tea da Lipton ou da Nestea, é mesmo infusão de chá ou outras ervas com umas pedrinhas de gelo. Tenho mesmo uma horta de cheiros cheia de ervas para infusões: cidreira, lúcia-lima, menta, menta-chocolate, hortelã, etc.
A minha porquinha mais nova já me pede um "Chá pêto!" e eu tenho bem presente na minha memória o chá preto com um "farrapinho" de leite que bebia ao lanche em casa da minha avó Fernanda (Que Deus a tenha em descanso!) acompanhado com a bela torrada na patusca.
Neste natal uma amiga ofereceu-me uma latinha de Kusmi Tea e confesso que ela me abriu a porta para o paraíso. A Kusmi é a verdadeira marca de chás e infusões. Tem chás para TUDO e chá de TUDO. Combinações absolutamente incríveis mas deliciosas e sempre, quase sempre, com um propósito. A Kusmi tem lojas próprias espalhadas por toda a Europa (com excepção de Portugal), nas quais só se vende, obviamente, chá. Em Portugal o Kusmi Tea pode ser encontrado nas lojas Gourmet do Continente, por exemplo, ou podem fazer como eu e mandar vir de França pela net. Chegaram ontem e já me fizeram trepar pelas paredes e ter 2 descargas emocionais.

Já agora, dentro do contexto e antecipando o dia dos namorados que se aproxima, apresento-vos as novas canecas da Princess Pea, nas quais o chá sabe ainda melhor, com ilustração de Ana Oliveira.
- Catch me if you can!
- Here I come!
Não são o máximo?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O MEU CARRO TEVE NEGA A MATEMÁTICA

Filho - Pai, engravidei a minha manorada.
Pai - Aaaaahhhh!!!!
Filho - Não... tive só nega a matemática!
Pai - Ah! Ufa!

O chilique do meu carro diz que foi a barra de não sei o quê da direcção que se tinha partido. De acordo com o mecânico, a peça não se vendia em separado, logo tinha que ser substituida toda a caixa da direcção: 750 €!!!!
Mas enfim, lá conseguiu encontrar a malvada peça e só paguei 150€. Soube tão bem pagar 150 €.
Afinal foi só uma nega a matemática.
(se o mecânico me tivesse dito no principio que o arranjo custaria 150 € eu achava um dinheirão...)

Conversas mãe e filho

Meu filho: "Mãe, quem é este pintas de brinco e cabelo comprido que está nesta foto?"
Eu: "É o teu pai!"
Filho: "Então quem é o careca que anda cá em casa?..."

(o meu porquinho mais velho tem muito sentido de humor...)
;-)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DIA DO ELOGIO

Segundo o Programa da Manhã da Rádio Comercial, esse gigante de sapiencia, ou não fosse lá que se ouvem os Cromos do Nuno Markl todas as manhãs, hoje é o Dia do Elogio.
E por falar em fazer alguém feliz, parece-me um bom veículo para enviar felicidade a alguém. Falo por experiencia própria, que hoje comecei o dia com um elogio dado por alguém que ouviu o programa (eu não ouvi, ando num carrito que nem rádio tem, agora que o meu decidiu partir lá não sei o quê que lhe pôs as rodas da frente vesgas, ou seja, ambas a apontarem para dentro...). Pois, fiquem sabendo que dá mesmo muita felicidade ouvir um elogio logo pela manhã.
Estamos rodeados de pessoas que merecem ser elogiadas e precisam que lhes apontemos as qualidades: digam à vossa mulher que ela é gira, ao vosso filho que ele é um ás do futebol ou que faz os desenhos mais fantásticos do mundo, digam ao vosso chefe que ele hoje está com bom aspecto, à secretária que ela escreve cartas certinhas e sem erros, à vossa mãe que não há bolo de chocolate como o dela... enfim, vale tudo, menos dizer à vossa colega de trabalho que ela é boacmómilho...

Presentes especiais.

Quem nos conhece bem sabe sempre como nos fazer fazer felizes. Mesmo com pequenas coisas, pequenos gestos. Coisas pequenas essas que podem ser gigantes, por vezes, e fazer-nos sentir quentinhos por dentro. Foi o caso desta surpresa na minha caixa do correio. (Sim, ainda há caixas de correio para além das do computador e ainda há quem escreva um postal, à mão, com caneta e tudo...).
Também gosto muito de ti...e nunca me canso de o dizer.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Princesa no Jornal i


E cá está, mais um jornalista a trabalhar ao domingo e com uma página do jornal sem saber o que lhe escrever...

Não. Nada disso! A Princesa é notícia e uma boa notícia. Sabem porquê?
Porque representa muito daquilo que Portugal precisa, e todos nós, para enfrentarmos este período difícil de crise: é algo de completamente inovador em Portugal pois faz o que nunca tinha sido feito; é uma mostra de uma nas nossas formas de arte e evidencia os "artistas" por detrás do projecto; é 200% português e tem muito orgulho nisso; torna o nosso dia a dia mais colorido, alegre e repleto de beleza; e ainda vai mostrar lá fora a excelente qualidade dos ilustradores portugueses.
É um projecto de que se gosta e a Princesa gosta que gostem dela.
;-)

E já agora:
sabiam que o Jornal i ganhou o prémio de jornal com o melhor design do mundo de 2010 atribuído pela Society for News Design?

(para ler a reportagem online clique aqui)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amanhã no i

Amanhã, segunda-feira, vai haver surpresa no jornal i.
Ah vai vai!

NO SÁBADO...

...armei-me em fina e andei a passear por Cascais.
Fui visitar a Casa das Histórias da Paula Rego. Muito interessante. A arquitectura estranha, com aqueles cones cor de salmão, lembram as chaminés do Palácio da Vila de Sintra. E as obras, fantásticas. Gosto da Paula Rego. temas fortes, que chocam, não deixam ninguém indiferente. Figuras atarracadas, grotescas, caras distorcidas, violações, mortes, velhos, gordos, príncipes porco a casarem com donzelas.
É bom sair da província de vez em quando e ir arejar à capital... para não morrermos estupidos!

sábado, 21 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sabem...

...na minha casa ainda é Natal. Sim, eu confesso. Ainda tenho tudo no sitio onde estavam no dia 24 de Dezembro. A árvore de natal, o presépio...tudinho. Eu sei! Eu sei! Estamos quase no Carnaval...
Mas o que é que querem?!...Eu adoro tudo aquilo e...além disso, sou uma grande preguiçosa.
Mas sabem que mais? Este ambiente natalicio que se vive cá em casa continua a dar frutos. Os presentes continuam a chegar.
Vejam só o presente "enorme" que chegou ontem ao fim da tarde...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A princesa...



...está com novos trunfos na manga e novas ideias a desenvolver e é uma grande teimosa que teima em fazer tudinho em Portugal e com matérias-primas portugueses. Mas sabem que mais? É muito difícil!
Envio um e-mail a pedir orçamento e não obtenho resposta. Passa um dia, passam dois e eu resolvo telefonar. "AH! Realmente vimos o seu e-mail...mas ainda não tivemos tempo para orçamentar...sabe como é..." ou então "Quantos são? 500? Pois...isso fica muito caro. Se fossem 500.000...".
Oh meu amigo, mas pensa que estamos onde, na China? Vamos ter bom-senso!
Por vezes não percebo se as nossas empresas têm trabalho a mais, falta de trabalho ou falta de vontade.

E a Cócó tem razão, esta coisa da concertação...já me desconcerta!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ISTO É QUE VAI SER!!!!



OU ENTÃO:


ACHO QUE SOU DISLEXICA NUMERAL

Tenho desde pequena um problema com números, acho que é uma "dislexia numeral". Nunca consigo fazer numa calculadora uma soma com muitas parcelas sem trocar um número. Todos os dias me acontece estar a ler alto números e trocá-los. É incrivel, com um número de um bilhete de identidade, de uma descrição matricial, de um código de acesso a uma certidão. Quem trabalha comigo já sabe e dá-me o desconto, mas a mim enerva-me. Estou a olhar para um 5 e digo 7. Ou estou a ler 346 e leio 364. Lembro-me de já em criança na escola isto me contecer e fazer-me errar as contas. Estou a olhar para um número e vejo outro.
Por isso quando tenho que fazer grandes somas, somo sempre duas ou três vezes, de cima para baixou e de baixo para cima, a ver se me dá o mesmo resultado.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CÁ VAI O FINAL DO CONTO, ANTES QUE A CALOS MORRA DE CURIOSIDADE

A noite passou lenta, ora às voltas na cama a ver os minutos a passar no despertador iluminado ora com lapsos de duas ou três horas em que adormecia e perdia a noção do tempo.
Os sonhos eram povoados de corações, corações cor de rosa de Barbie, corações humanos, a escorrer sangue, ilustrações de corações nos livros de ciências, abertos ao meio, as válvulas, as artérias, iscas de coração amontoadas numa taça no talho, meio submersas em sangue escuro…
Acordou pelas oito horas. Era sábado.
Não, não posso deixar um coração perfeitamente saudável ir para o lixo. É o meu coração. Certamente haverá um destino melhor a dar a um coração do que ir para o lixo.
Saiu da cama e dirigiu-se à casa de banho. Olhou-se no espelho e viu os estragos que a noite anterior lhe tinham deixado no rosto. Aproximou a cara do espelho até o embaciar com a sua respiração. Viu os estragos que o tempo também já lhe tinha deixado no rosto. Viu as noitadas, os anos que fumou, as horas ao sol na praia, os desgostos – quais desgostos, caramba nunca tive desgostos (a imagem da Clara passou rapidamente diante dos seus olhos, deitada no chão, meio adormecida, a roupa descomposta, um seio à vista, naquela dia em que tinham feito amor no alto de uma serra, depois de uma caminhada de três horas…)
Já não vou para novo, porra.
E subitamente teve necessidade de dar algum sentido à sua vida, de fazer alguma coisa que realmente importasse, alguma coisa que desse um artigo numa revista de domingo, que lhe desse um nome numa rua, que fizesse os seus amigos recordá-lo como uma espécie de herói.
Tenho um coração para dar, isso há-de valer alguma coisa. Tanta gente a precisar de um coração… Eu sou um gajo bom, tenho bom coração, há tanta gente sem coração, tipos que batem nas mulheres, que matam os filhos aos tiros, que esfaqueiam prostitutas em becos esconsos. Eu nunca era capaz de fazer isso, dou sempre nas campanhas contra o cancro e para o Banco Alimentar, uma vez até fiz uma transferência para a Unicef…
Estava traçado o plano, o coração iria para um criminoso sem coração, que a ele lhe faria mais falta, de preferência a um daqueles que tivesse matado muita gente, numa escola americana ou aquele gajo que desatou aos tiros na Noruega. Talvez até salvasse alguém da cadeira eletrica, pois se um juiz reconhecesse que o criminoso daqui para a frente já era um homem com coração, talvez até lhe revogasse a pena capital.
Correu para o computador e passou a manhã a ler artigos sobre serial killers, o estripador de Lisboa e outros do mesmo calibre.
Perto do meio dia já sentia uma vaga náusea com a ideia de tanto sangue e vísceras espalhadas pelo chão.
Que horror, estes tipos não merecem o meu coração, ainda o estragavam.
Decidiu mudar de estratégia e procurar pessoas que estivessem doentes e precisassem de um coração para viver.
Horas mais tarde desistiu. Eram tantas, como escolher, crianças com a vida toda pela frente, mães de família, jovens confinados a uma cama, ligados a máquinas, o meu coração é só um, não consigo escolher uma destas pessoas.
Já tinha passado metade da tarde. Samuel continuava em cuecas e camisola de pijama. Não tinha comido nada em todo o dia, não tinha tomado banho, não se tinha barbeado, não tinha lavado os dentes.
Já farto de tanta investigação, cheio de frio e com o estômago a doer-lhe de fome, levantou-se do computador e foi espreitar o frigorifico. O interior do frigorifico apresentava uma aridez saariana. Amanhã tenho que ir às compras. Mas a imagem do hipermercado atulhado de compradores de domingo, transformando os corredores em pistas de carrinhos de choque, deprimiu-o ainda mais. Pelo menos a Clara evitava-me esta seca de ir às compras.
Sempre a Clara, sempre a Clara, mas será que nunca mais consigo deixar de pensar nela. Vou mas é sair e comer alguma coisa.
Barbeou-se, tomou banho e vestiu-se sem nunca deixar de pensar na Clara. Se calhar devia contar esta história do coração a alguém. Queria muito contar à Clara, mas o seu orgulho não lhe deixava chegar essa conclusão imediatamente. Se calhar devia contar isto a um amigo íntimo, a um familiar, a alguém. Passou mentalmente em revista os seus amigos dos copos, do futebol, do emprego, o seu irmão, lá longe, nos arredores do Porto, já não falo com ele há mais de dois meses, a mãe cheia de achaques e finalmente pode concluir que não tinha mais ninguém a quem contar senão à Clara. Pronto, vou ligar-lhe, pode ser que ela queira ir comer alguma coisa, digo que tenho um assunto muito delicado para lhe falar, relacionado com a minha saúde, é isso.
Ligou-lhe. A Clara tinha qualquer coisa combinada, não podia, mas foi simpática e dispôs-se a ouvir o problema pelo telefone. Samuel contou-lhe. Sentiu-se um pouco idiota, tenho um coração a mais, quero doá-lo para alguma causa nobre. O tom de voz de Clara ficou um pouco condescendente, como quem fala com uma criança que diz querer ser astronauta quando for grande.
Samuel desligou e saiu para comer.
A Clara foi mesmo querida, ouviu-me e disse que eu tinha razão, que um coração é uma coisa preciosa, que deve ter um destino importante.
E lentamente a decisão foi-se formando no seu espírito. A Clara é a única pessoa no mundo que merece o meu coração, vai cuidar bem dele, vai ficar bem entregue.
Feliz com a decisão, Samuel passou o domingo num limbo de conforto e prazer.
Na segunda feira telefonou ao médico. Deixou-se operar, mandou encastoar o coração em ouro e enviou-o à Clara como presente.
Ao abrir a caixa que foi levantar ao correio Clara empalideceu. Não é possível, não é possível que aquele louco me tenha mandado o coração. E num esgar de repulsa largou-o num caixote do lixo de jardim, verde, amarrado a um poste eléctrico.

Presente em Janeiro...vale mais que muito dinheiro!

Eu bem sabia. A árvore de natal continua imponente na minha sala e o presépio mantém-se a piscar, e por isso mesmo em minha casa ainda é natal. Este espírito natalício funcionou como uma energia positiva que se propaga e altera o destino dos dias e das pessoas. (Como n'O Segredo! É a força e a energia do nosso pensamento.) Motivo pelo qual foi sem espanto ou surpresa que vi chegar o carteiro, logo pela manhã, com um presente para mim.
O presente era algo de muito especial, começando logo pela embalagem...

Meu Deus que não caibo em mim de curiosidade...

Ai que emoção!...Ai que emoção!...

OOOOHHHHH! Que lindo...uma princesa a pensar numa ervilha...
Não aguento mais. Vou abrir num instante!

IIIUUUUPPPPIIIII!!!!! O original da ilustração do Capuchinho Vermelho e Lobo Mau da muito querida Natalina Cóias. Vai direitinha para a parede aqui do meu atelier (barra) escritório (barra) armazém.


A Natalina Cóias é uma ilustradora infantil fantástica casada com um ilustrador fantástico também, o Paulo Galindro. O trabalho de ambos pode ser visto e acompanhado através do blog http://pintarriscos.blogspot.com/.

Obrigada Natalina.
Há presentes mágicos que nos fazem felizes e este foi um deles.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Como é que (sobre)vivi 36 anos sem isto?!

Pois é. Estava eu muito descansada a tomar um café numa esplanada em Leiria quando, de repente, me comecei a sentir observada. Algo ou alguém não tirava os olhos de mim e, não desfazendo, não era nenhum dos 3 playboys lindos, altos e espadaúdos que me acompanhavam. Disso eu tinha a certeza. Comecei a percorrer tudo á minha volta com os olhos e, subitamente, dentro de uma montra, lá estava ele: lindo, sedutor e irresistível. Os meus acompanhantes ainda tentaram evitar a sangria desatada, mas era tarde demais e foram infrutíferos os esforços para me segurar. Corri em direcção à loja e abracei-me a este balde de lixo fabuloso, em jeito de lata de sopa Campbell de Andy Warhol. Ele, com lágrimas nos olhos, revelou-me que sempre ali esteve à minha espera, na esperança que um dia eu chegasse e o levasse para casa, e eu prometi-lhe isso mesmo e que seria para sempre meu.

Andy Warhol foi um pintor, cineasta e artista plástico norte-americano dos anos 70/80 que para além de uns retratos marados de Marilyn Monroe e Mao Tse Tung, de umas latas de sopa e de uma fábrica em Nova York para onde a malta ia fumar umas ganzas, não fez nada de jeito.
Ah! E era terrivelmente bichanado!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Será que...

...é muito mau deixar a árvore de natal e o presépio até ao natal que vem?
Vou limpando o pó, e tal...
Afinal o Natal é quando o Homem quiser, ou não?!
É que eu adoro o piscar das luzinhas e o meu pinheiro com 2,50 mts parece que já faz parte da decoração da sala. Além disso...pode haver enganos e, volta e meia, aparecer um presente desgarrado junto a ele...

Ok! Ok! Eu arrumo aquilo tudo este fim-de-semana!
MAS QUE FIQUE BEM CLARO QUE É CONTRARIADA!!!!!

DOIS CORAÇÕES (II parte)

Desculpe?
O senhor tem dois corações.
Tenho dois corações?
Tem, tem dois corações. Um aqui e outro aqui. O médico apontou umas sombras difusas no ecran. Samuel não viu dois corações. Nem sequer um só coração. Não viu nada senão umas manchas no ecram.
Mas… mas isso não é normal, pois não?
Não, não é nada normal. De facto, não conheço registo de alguma vez ter havido alguém assim. Sou cardiologista há quarenta e três anos e nunca vi nada assim. Tem dois corações, um mais à esquerda do peito, no sítio normal e outro exactamente a meio do peito. Ambos batem, mas não ao mesmo tempo, ora um ora outro, parece que estão a tocar uma música que só eles ouvem. Nunca vi nada assim. Tenho que verificar a minha disponibilidade, mas penso que a operação se poderá realizar na próxima semana.
Operação? Que operação?
Que operação? Ora, para lhe retirar o coração excedentário, o que havia de ser?
Retirar o coração excedentário? Mas porque é que tenho que retirar o coração excedentário?
Porque o senhor não pode viver com dois corações.
Não posso? Porquê? Pois se eu vivi trinta e oito anos com dois corações e nunca me fizeram mal, porque é que agora não posso continuar a viver com os dois?
Porque… porque não. Porque é contra todas as regras de anatomia humana. As pessoas só têm no corpo aquilo que precisam e você só precisa de um coração para viver.
E o que é que vão fazer com o meu coração excedentário?
Bem, não sei. Pode doá-lo para investigação ou para transplante, se estiver saudável. Se não quiser, deitamo-lo fora.
Para o lixo? Deitam o meu coração para o lixo?
Sim, para o lixo.
Samuel saiu do consultório sentindo-se a pairar a centímetros do chão. Não conseguia focar nada à sua volta, tudo difuso, como se olhasse a realidade através de água. Acordou com a voz da secretária. São cento e vinte euros, se faz favor.
Foda-se, pensou, cento e vinte euros…
Pagou e saiu.
Já na rua a chuva tocada a vento acabou de o despertar. Voltou a gola do casaco para cima para lhe proteger o pescoço e dirigiu-se ao carro. Depois mudou de ideias e olhou em redor à procura de um bar, um café, qualquer coisa. Precisava de uma bebida.
Finalmente descobriu um bar um pouco mais à frente, lembrava-se de já lá ter ido com uns colegas. Era já noite e as luzes dos carros ficavam desfocadas com a chuvinha. Entrou no bar e sentou-se ao balcão. Pediu uma bebida forte e ficou a olhar fixamente em frente, sem ver as filas de garrafas no expositor do bar. Cento e vinte euros e vão deitar o meu coração para o lixo. Cento e vinte euros e vão deitar o meu coração para o lixo. Esta frase andava em voltas na sua cabeça, como um inútil carrossel, sempre à volta, sem chegar a nenhum sítio, a nenhuma conclusão.
Acabou por voltar para casa a pé, venho buscar o carro amanhã.
Foi directamente para a cama, apesar de ainda não serem nove horas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CONTOS, OUTRA VEZ

Pessoal, estou animadíssima com as críticas aos meus contos. Hoje o meu pai mandou-me o seu comentário ao conto da Calos, que ele também ainda não tinha lido (nem ele nem ninguém) e leu aqui. Ando cá com umas ideias... depois conto-vos.
Agora, aqui vai a primeira parte do conto do meu marido, devidamente autorizado pelo próprio.

DOIS CORAÇÕES

Sentado na sala de espera Samuel bufava…
Odiava salas de espera, odiava conversas de circunstância, odiava as televisões encostadas ao tecto, sem som para não incomodar, odiava as revistas sem capas, sempre com as palavras cruzadas já feitas, odiava o próprio conceito de esperar. A ideia que eu estou aqui enquanto tu estás a fazer qualquer outra coisa e eu não posso fazer nada enquanto tu não acabares o que estás a fazer e que me impede a mim de fazer seja o que for.
Mas o que é que eu estou aqui a fazer? Não tenho nada, estou bom, faço desporto, não fumo. Sou saudável. O que é que estou aqui a fazer?
Recordou-se da cara apalermada do técnico de saúde dentro da estúpida autocaravana da medicina no trabalho enquanto olhava para o seu electrocardiograma. Aguarde um momento que vai ser visto pelo senhor doutor. Depois a própria cara apalermada do médico a olhar para o mesmo electrocardiograma. Mas o que é que se passa? Estou bem? Tenho alguma coisa? Bem, respondeu o médico, não sei bem, parece-me que é assunto para um cardiologista, eu sou um simples médico do trabalho. Provavelmente não é nada. É melhor consultar um especialista.
E pronto. Ansiedade, regressar a casa a pensar no assunto. E se estou doente. E do coração. E se me dá alguma coisa e estou aqui sozinho. Se a Clara aqui estivesse saberia o que fazer, mas a Clara já lá não estava há mais de oito meses. Coisa chata o divórcio. Parece impossível, quase dez anos, contados os dois de namoro. Era tudo tão diferente no principio, onde é que tinha ido parar aquela intimidade, aquela certeza de que seriam um para sempre, quando é que tinham começado as discussões, aquela sensação de vazio depois de fazerem amor, quando é que tinham deixado de falar, de se ligar a meio do dia só para ouvir a voz do outro. Quando é que tinha deixado de gostar dela. Quando é que as sardas no peito dela lhe passaram a ser indiferentes e a sua gargalhada lhe deixou de soar a pássaros…
A sua linha de pensamentos foi interrompida pela voz da secretária do consultório. Sr. Samuel Ramos, pode entrar.
Cumprimentou o médico com um sussurro, enquanto se sentava à sua frente no consultório sobreaquecido, onde era difícil respirar.
Estendeu-lhe o electrocardiograma sem mais palavras.
O médico olhou-o em silêncio. Onde é que fez este exame?
Numa consulta de rotina, na medicina no trabalho.
Muito bem, vamos precisar de repetir este exame.
Mas o que é que se passa?
Ainda não sei, mas estes aparelhos que usam nas consultas de medicina no trabalho estão muitas vezes descalibrados, por isso tenho que lhe pedir que repita o exame. Mas podemos fazê-lo já e depois falamos.
Foi repetir o exame numa saleta ao lado do consultório.
Ficou estendido na maca, a olhar para o tecto, com ventosas em forma de bolinha agarradas ao seu peito. Que chato que isto deve ser para as gajas, estarem aqui de mamas ao leu com o peito cheio de sensores. Ainda bem que não sou gaja.
O exame ficou pronto. Samuel regressou à sala de espera e esperou de novo. A revista que tinha folheado à pouco estava agora nas mãos de uma mulher idosa, com uns óculos muito grossos. Ainda bem que a velha está a ler a revista, senão já sei que me estava a espetar uma seca acerca das suas doenças. Tem mesmo carinha de ter uma data de doenças que adora contar.
Foi de novo chamado ao consultório do médico e voltou a experimentar a sensação de dificuldade em respirar por causa do calor.
Sentou-se e fitou o rosto impassível do médico que observava o novo electrocardiograma.
Esperou.
Finalmente o médico levantou os olhos e tirou os óculos. Tinha uma expressão estranha.
Então, senhor doutor? Tenho alguma coisa.
Vou ter de lhe pedir que faça uma ecografia.
Uma ecografia? Não me diga que estou grávido...
Não. A ecografia não serve só para examinar grávidas. Queira despir-se da cintura para cima e deitar-se na marquesa que está atrás daquela biombo.
Mas quésta merda?, pensou Samuel, mas o gajo não me diz o que é que se passa?
Despiu-se deitou-se na marquesa. Tinha o peito salpicado de bolinhas, marcadas pelos sensores do electrocardiograma.
O médico atravessou o biombo e sentou-se atrás do ecógrafo. Ligou a maquina e sem aviso espalhou um gel gelado no peito de Samuel
Foda-se… desculpe, está frio.
O médico não respondeu. Espalhou o gel com um sensor no peito do paciente, sem tirar os olhos do ecran do aparelho.
Samuel esperou em silêncio.
Então, passa-se alguma coisa?
Silêncio.
Finalmente, passa, passa-se uma coisa muito estranha. Nunca vi nada assim.
O médico arrumou o sensor e rasgou um papelinho que a máquina expelia por uma pequena ranhura. Passou a Samuel umas folhas de papel de cozinha que rasgou de um rolo, pode limpar-se. Por fim tirou os óculos e encarou Samuel.
O silencio tornou-se espesso. Samuel ergueu-se na marquesa e apoiou o corpo no antebraço.
Então?
O senhor tem dois corações.

(continua)

Dá-me anos de vida...

...ir à capital e descobrir uma loja cheia de coisas giras e que eu não conhecia.
Aqui.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

AAAIII, ESTOU TÃO DOENTE...

Sempre fui um bocadinho piegas e hipocondriaca.
Tenho sempre a temperatura do corpo muito baixa, por isso com 37º já estou com febre. Agora não sei se tenho febre, mas sinto-me a morrer... doi-me a garganta, estou ranhosa, tenho frio, doi-me a cabeça... estou cheiinha de não presta. Só me apetece ir-me enfiar nos meus lençoizinhos polares e hibernar como os ursos.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Rua Direita nº7

Um apartamento igual a tantos outros mas com uma excelente porta. Reforçada.
Uma ameaça no prédio. Ruídos, cheiros, o desaparecimento do porteiro. Vidros partidos na entrada. Um cartaz assustador no elevador. Serão os Dobermans do Coronel? Os miúdos do 5ªH?
Os vizinhos reúnem-se assustados. Medo, dúvida, confronto, um tutti-frutti de sentimentos, de personalidades, de soluções.

Será já no próximo dia 27 de Janeiro a estreia da nova peça de teatro do grupo Boca de Cena.
Não percam porque o espectáculo promete.

PS - Repararam no pormenor da "sala aquecida?" Ah pois é!

sábado, 7 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Não fumo...

...há 3 dias e ando com uma neura que não me posso aturar!

A PEDIDO DE VÁRIAS FAMÍLIAS...

... e já com autorização da dona, segue o conto que a Calos recebeu no Natal.
Por favor não tenham grandes expectativas, a Calos é uma comentadora muito suspeita.

O PASTOR, O PESCADOR E A PADEIRA
Era uma vez um homem que era pastor de pássaros. Todas as manhãs atravessava a aldeia e caminhava, para lá do rio, para lá dos canaviais, para lá da serra e levava o seu rebanho para as pastagens sem fim. Para a serra que fica depois da serra que se vê. Para serra que não se vê.
Chegado ao cimo da serra que não se vê, largava o rebanho à solta e sentava-se a pensar. Porque o trabalho de um pastor é pensar, o rebanho só serve para lhe fazer companhia.
Era uma vez um homem que era pescador de sonhos. Ora pescava à linha ora pescava à rede. Pescava de dia ou de noite, alumiado com uma candeia de azeite. Tanto podia apanhar canastras e canastras de sonhos numa tarde de trabalho, como regressar a casa de saco vazio dias e dias de seguida.
Nos dias áridos que não são bons para a safra, fechava-se num quarto e catalogava cuidadosamente os sonhos que apanhava. Separava-os por categorias e deitava fora os partidos, os estragados e os repetidos. Guardava só alguns dos repetidos, para ter para a troca, se algum dia lhe surgisse a oportunidade.
Era uma vez uma mulher que era padeira de mágoas. Às segundas quintas e sábados levantava-se de madrugada para acender o forno. Depois amassava angústias com amarguras. Não precisava de misturar fermento, as mágoas levedam e crescem sozinhas.
Depois de cozidas, cada mágoa seguia o seu caminho, sem que ninguém a viesse buscar. É uma coisa em que as mágoas são boas, encontram por si o seu dono. São muito independentes.
Um dia o pescador pescou um sonho de pássaros grandes e negros que voavam em voltas por cima de uma serra muito alta.
O pescador conseguia ver sobre a serra um homem, sentado no chão, encostado a uma penha, muito pequeno, porque o via pelos olhos dos pássaros.
Conseguiu ver a mágoa a chegar e a encostar-se devagarinho ao pastor adormecido.
Conseguiu vê-lo a acordar, estremunhado, com o calor da mágoa acabada de cozer, mas não conseguiu distinguir o espanto nos seus olhos, porque os pássaros voavam muito alto.
Depois o pescador começou a ver outras serras e outras aldeias porque os pássaros voaram para longe. E lá ao fundo o mar.
O rebanho abandonou o seu pastor, porque tudo o que se segue a uma mágoa é irremediável.
Quando a morte encontrou o pastor era já madrugada e as ervas estavam molhadas de orvalho, mas não de lágrimas, porque os mortos não choram.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Resposta aí à Feridas, que nem se digna a dar nome aos posts...

O AC está cheio de razão! Não são restos, são sobras.
E, desculpa que te contradiga, menina Feridas, mas eu acho que este ano ser bom ou mau depende também de nós. A dimensão do teu pessimismo é enorme, isso eu já sei, mas vamos ver, será assim tão mau este ano se:

- Eu finalmente escrever uma peça de teatro só para as duas?
- Tivermos um Carnaval como nunca tivemos?
- Formos a Amsterdam?
- Tivermos uma semana de aventura em Marrocos?
- Formos a NY (Em Novembro ver o X-mas!)?
- Fores com os escuteiros lá para não sei onde?
- Eventualmente, conhecermos a Roménia?
- O Sr. Showriço for fazer um festival a Barcelona?
- Fizermos amor desenfreadamente?
- Continuarmos com um Verão que dura 6 meses?
- O nosso próximo Reveillon vier a ser como não há memória (embora este também tenha sido como não há memória, mas por razões opostas!)?
- Continuarmos com este péssimo hábito de, por vezes, abusarmos no álcool!

Nã! Não pode ser assim tão mau!
Pensa bem...as respostas estão dentro de ti.
A vida volta de novo à normalidade após o tumulto que sempre se vive nestes periodos de festas.
Pessoalmente já estava um bocadinho farta de tanta festa, é um desassossego, tanta confusão, os miúdos em casa, a ligarem a toda a hora, o mano bateu-me, a mana não me dá o comando da televisão. É fazer comida sem fim para duas ou três refeições e depois andar o resto da semana a comer restos, é deitar fora os bolos que não se comeram e os restos das velas que não arderam, constantemente arrumar a sala cheia de prendas de Natal que ainda não encontraram o seu lugar na casa, restos de papeis de embrulho, bocados de musgo seco sempre a cair do presépio.
Adoro festas, mas sabe-me sempre bem voltar à confortavel rotina de quando recomeça tudo outra vez.
E esta novo ano ainda me sinto deprimida do que o habitual, eu que sempre detestei anos novos. Toda a gente a desejar bom ano com aquele meio sorriso, como quem diz, isto é tudo mentira, porque bem sabemos que estamos a entrar "naquele" ano, no ano que todos os economistas dizem que vai ser ainda pior que os anteriores, que até os maias já diziam que era o último...
É como quem deseja felicidades a um doente terminal: olhe, seja feliz, dentro do possivel...
Enfim, este ano ainda mal começou e já estou deserta que acabe, a ver se nos passa o mau agoiro!
Ah! E já agora, BOM ANO, dentro do possivel...