segunda-feira, 30 de maio de 2011

Foi bom...

Como vos disse (acho que disse!) na passada Sexta-feira estive a jantar com duas amigas que já não via há anos. Não eram umas amigas quaisquer. Eram as amigas que estiveram sempre comigo desde os 10 anos (5º ano do ciclo), todo o secundário e primeiros anos da faculdade. Sempre da mesma turma, da mesma patrulha dos escuteiros e a viver juntas já em Lisboa. Amigas do colégio de Fátima que vinham passar o fim de semana a Minde, amigas do 1º concerto - Dire Straits em Alvalade (fomos com o pai, infelizmente já falecido, de uma delas, a Marta), amigas da primeira bebedeira, do primeiro cigarro, do primeiro beijo. Vimo-nos crescer umas às outras, vimo-nos formar, ser mães...


E passados todos estes anos, a distância não consegue apagar em nós as memórias, as histórias, as aventuras. Estamos iguais. Parece que foi ontem. Rimos, falámos horas, fomos adolescentes outra vez, escuteiras da patrulha Raposa. Fomos felizes naquele tempo.



Foi muito bom!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

OS CASAMENTOS


Há 16 anos atrás era eu a noiva...
O meu casamento foi diferente dos casamentos de hoje, mas isto levou-me a pensar nos casamentos dos anos cromos.
Os casamentos nos anos 80 eram um acontecimento. Houve casamentos épicos, era a altura da grande pujança das fábricas em Minde, havia muito dinheiro e ninguém queria ficar atrás do vizinho em termos de opulência. Mas não é desses grandes casamentos que quero falar. Quero falar é dos casamentos normais, a que toda a gente ia.
A festa começava na semana anterior, fazia-se em casa dos noivos arroz doce e rocas que iam levar a casa dos padrinhos, de alguns convidados e de pessoas que, apesar de não terem sido convidadas, se queriam distinguir. Ainda fiz isto.
Na véspera do casamento rapazes e raparigas dividiam-se.
Os rapazes iam, inevitavelmente, espetar a última bebedeira ao noivo. As consequências costumavam ser fatais para noivo e convidados, no dia do casamento ainda não a tinham curado bem e estavam algo amarelitos. Por outro lado, ainda antes do almoço, com a visita ao Jaquim do Casal, retomavam a bebedeira da véspera.
As meninas iam acabar os últimos preparativos em casa da noiva, que costumavam incluir as flores nas jarras e as cervejas no frigorífico para o dia seguinte e, claro, iam fazer a cama aos noivos. Esta também era uma tradição bem gira, apesar de às vezes descambar em grave parvoíce. Mas fazia-se a cama à espanhola, punha-se esparguete por baixo dos lençois (para estalar) e deixavam-se preservativos espalhados... o principal é que era motivo de risota por muito tempo.
O grande dia começava cedo para todos. A noiva ia para a cabeleireira à 6,30h ou perto e o noivo ia, invariavelmente, lavar o carro...
Os convidados iam para casa de um ou de outro e a comezaina começava logo de manhã, com tudo a que se tinha direito; frangos, camarão, copos de vinho e doces, como se já fosse o próprio banquete.
A ida para a igreja fazia-se de carro e à entrada da igreja as hostes separavam-se de novo: as meninas e a família mais próxima iam assistir ao casamento e os homens e rapazes iam para o Jaquim do Casal iniciar, oficialmente, a bebedeira do dia.
A deslocação da igreja para o local da boda fazia-se entre grandes buzinadelas, era importante que toda a gente soubesse que ia ali um casamento.
O banquete durava todo o dia, não havia cá essas modernices de casamento só à tarde. Era todo o dia a comer e a beber!
O resto do dia era enfeitado com pérolas deste calibre: o bater dos talheres nos pratos e copos para que os noivos se beijassem (e depois os pais do noivo, os pais da noiva, os padrinhos, as madrinhas, os tios e vizinhos... era uma arraial de beijos), o leiloar da liga da noiva (sabe-se lá de que América ou de que França é que importaram este disparate), o enfeitar (ou sujar) o carro em que os noivos deveriam sair para lua de mel (no Algarve ou na Serra da Estrela, que não havia cá estes desvarios das Maldivas ou da Tailândia).
Os fotógrafos eram outros cromos. Assumiam o papel de mestres de cerimónias e mandavam em toda a gente. As poses da fotografias era demais: agora a olharem um para o outro, agora encostados a uma árvore, agora a olhar o infinito, agora o noivo segura o queixo da noiva...
A meio da tarde, entre o almoço e o copo de água, os noivos costumavam ir mostrar a sua casa aos convidados. Começavam logo a vida com a casa toda suja e cheia de copos usados e as gavetas todas reviradas pelas tias que iam admirar a quantidade de lençóis do enxoval.
A abertura do copo de água também era digna de se ver: o pessoal corria para o camarão e o ananás como perdidos no deserto para um oásis!.
No final da festa era permitido aos convidados mais íntimos levar restos de comida para casa. Lembro-me de ver gente a chegar com Tupperwears (é assim que se escreve?) e a levar bolos inteiros e leitões ainda com a laranja na boca!...


(Esta da foto não sou eu, o meu bolo de noiva não parecia a coroa do Espírito Santo...)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Open day no LX Factory

Tanta coisa para ver e para viver...e tão pouco tempo.

Amanhã é Open Day na LX Factory.
Vejam a programação em:

http://www.lxfactory.com/media/pdf/OpenDay6@LxFactory.pdf

Pshiiiiuuu! Eu vou, mas não digam nada a ninguém! E vou estar com 2 grandes amigas da secundária (do Sagrado e do CEF) que não vejo há que tempos.
É a lókura, carago!!!!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

A pedido de várias famílias...

Há uns meses andava chateada com a minha vida profissional e decidi procurar outro emprego. Num período de crise como o que estamos a atravessar e com tanto desemprego, não parece uma tarefa nada fácil até porque, eu já não vou para nova (embora ainda faça uma bela canja, como as galinhas velhas) e não moro em LX.
Fui à net. Fiz uma pesquisa na minha zona e descobri uma empresa que pedia um designer de sapatos. Claro que eu nunca fui designer e muito menos de calçado, mas comecei logo a imaginar-me num emprego tipo "Sexo e a Cidade" e com uma vida profissional super-interessante. Resolvi responder ao anúncio. Descobri que a empresa em questão era fabricante de uma das minhas marcas de sapatos favoritas, que eu, inclusive, pensava ser estranjeira, e afinal estava logo ali, em Parceiros.

O meu entusiasmo aumentava a cada passo. Após analisarem o meu curriculum pediram-me o "portfólio". Portfólio!...Portfólio?...Mas eu não tenho Portfólio!
Não tenho, mas posso vir a ter...e num instante! Fui outra vez à net e descobri que um Portfólio pode ser o que o Homem quiser e que tem por função mostrar a criatividade do indivíduo, até mais que o seu trabalho.

Isto estava a tornar-se um verdadeiro desafio...e eu adoro desafios. "Agora tenho de ir até ao fim! Tenho de ver até onde consigo ir!"
Fiz um portfólio bastante original, para quem não tem nada para mostrar, e logo que o enviei, fui informada que tinha passado á fase seguinte.
"Boa! Estás lá!"

A fase seguinte era adaptar um sapato básico da colecção deles e transformá-lo, dando origem a outro modelo original.

Enfim!...Fiz o portfólio, fiz, não 1 modelo de sapato, mas 3 modelos de sapatos, fui a uma entrevista, ofereceram-me o emprego. O lugar era meu. Eu nem queria acreditar...Agora estava metida num molho de bróculos. E agora?
Ainda por cima ser designer naquela empresa implicava viajar 2 vezes por ano para Paris e Londres para...imaginem...ver sapatos!

Mas o que eu queria já tinha: saber que conseguia. Saber que não era demasiado velha para conseguir um emprego giro, que quando quero muito algo e me esforço mesmo, consigo.
Após duas ou três noites a dormir mal, recusei o emprego. Mais tarde vim a saber que a tal empresa não era bem o mar de rosas que parecia, enfim...

Mas, e a pedido de várias familias, aqui fica o meu portfólio e os sapatos que criei:









segunda-feira, 23 de maio de 2011

NO FIM DE SEMANA PASSADO


Um tempo fantástico para passear de canoa no rio Tejo e visitar o castelo de Almourol.

MAPA DE MINDE INTERACTIVO


Olhem aqui tão giro!

Há gente a fazer coias fantásticas por Minde e pelo seu património!
Este mapa foi feito pelo Peter Bouda, um dos investigadores do CIDLeS, alemão, que está a morar em Portugal há cerca de um ano e quem nos mandou foi de novo a queridíssima Dra. Vera Ferreira (a quem agradeço também o facto de ter conseguido, finalmente, pôr uma hiperligação no blog). Um grande beijinho para ambos e um muito obrigado de todos os xarais do ninhou.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O MINDERICO É, DESDE ONTEM, OFICIALMENTE UMA LÍNGUA!

A história do minderico alterou-se ontem no panorama internacional. Depois de um ano finalmente o minderico foi reconhecido internacionalmente como língua, independente, autónoma e viva, pela entidade internacional que atribui os códigos ISO às línguas do mundo (por exemplo português tem o código PT). O processo de autenticação e reconhecimento do minderico foi ontem concluído e o código atribuído e que é DRC. Vejam aqui
http://www.sil.org/iso639-3/codes.asp?order=639_3&letter=d
Tive de preencher montes de papelada há um ano atrás e apresentar MUITOS e BONS argumentos mas valeu a pena porque pelos vistos consegui convencer os avaliadores. Uma primeira grande batalha foi vencida. Foram feitos para o ano que passou 37 pedidos: 8 foram rejeitados e 32 foram aceites. Nos aceites há deles que foram aceites com restrições e outros que foram aceites na sua totalidade como é o caso do minderico…

Estamos todos de parabéns!

Um grande obrigado à Dra. Vera Ferreira pelo trabalho extraordinário que tem desenvolvido em prol da defesa da nossa língua. Um grande obrigado também pela notícia fantástica que nos mandou.
P. S. Alguém me ajuda a transformar aquele endereço numa hiperligação? Henrique?... Alguém?...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um casamento de sucesso

Sou doida por moleskines e adoro o Principezinho.
Imaginem como fiquei quando descobri isto:


P.S. - Isto também é coisa de gaja...
Não há homem no mundo que entenda o facto de dar 16,00€ por um caderno só porque é "o caderno". (gay não conta para esta estatistica...)

Já agora, quem já fez compras inexplicáveis? Quer partilhar?




quarta-feira, 18 de maio de 2011

O LIVRO QUE EU ANDO A LER



O Clautro do Silêncio, de António Rosa, conta a hitória e as histórias do Mosteiro de Alcobaça.
Muito bem escrito, o autor faz-nos "ver" o que escreve. As referências à fundação do Mosteiro também nos interessam a nós e à nossa região: as terras doadas por D. Afonso Henriques aos monges de Cister chegavam a Alvados. Por outro lado as terras doadas aos templários e ao conde de Ourém chegavam quase às Moitas. Ou seja, Minde foi sempre um ermo esquecido por todos, uma zona de ninguém que servia de zona tampão entre todos estes senhores poderosos. Nunca pertencemos a ninguém, Minde nunca teve "Senhor", foi sempre o senhor de si próprio.
O livro tem-me feito pensar acerca de muitas coisas, estou a gostar muito. Aqui fica um excerto tirado da narrativa das invasões francesas e do rasto de destruição e morte que deixaram atrás de si:

"Pela porta do dormitório, ao alto do transepto, do lado do Evangelho (os frades), espreitavam os desmandos que iam pela nave, no desbragamento da baixeza, impotentes para suster a torrente do bacanal de destruição, pasmados por descobrir que o mais feroz e primitivo dos bichos é o homem, quando perde o travamento do siso e da razão, que o faz ser gente.
Foi assim, até que a noite caiu e o cansaço do excesso da insensatez atirou os franceses para um sono ressonado e suínico, espalhado pelos cantos da nave e pelas salas que rodeiam o Claustro do Silêncio. Aquela nave tinha assistido, ao longo dos séculos, às mais desencontradas cenas de desmando e ao desregramento de actos transtornados. Não foram só os mentecaptos loucos, ensandecidos por jejuns e clausura, trazendo para a consciêcia todos os temores dos muitos infernos que lhes haviam incutido, traduzidos em desesperos e pedidos de perdão ao Deus longínquo do céu e ao enevoado destrambelho das suas almas. Nem tampouco importou aos desgraçados em desespero do temor da justiça medieval do abade, inexoravel no rigor milimétrico
(...). E mais que todas as loucuras, a de Pedro, o Rei Justiceiro, que ali jazia, excessivo nas iras e nos amores, demoníaco nas suas cóleras, até não conseguir articular palavra(...). Louco até trazer para ali a sua rainha cadáver e obrigar todos a beijar-lhe a mão gelada pela morte. A tudo assistira a nave de Alcobaça."

terça-feira, 17 de maio de 2011

PRA QUEM ADORA ISTO, COMO EU...






Vejam como é feito.

Os gatinhos morreram

Foram morrendo lentamente, como frutos maduros que caem da árvore. O primeiro morreu no serão de Domingo e 2 durante essa noite. Ainda fui ao veterinário com os outros 2, que estava fechado e me fez ligar para o atendimento de urgência. Mas o diagnóstico não foi animador. O leite de vaca não era adequado e estava a desidratá-los (mesmo diluído em água). Um dos 2 que levei foi-lhe logo ministrada uma injecção “daquelas” que se dá na América aos condenados á morte, o outro que era o mais arrebitado e ainda miava muito, como que a pedir-me “Não desistas de mim” ainda o trouxe para casa outra vez, com um leite apropriado, um saco de água quente, mas sem esperanças por parte do veterinário. Acabou por morrer também ao fim da tarde.

Ainda por cima a fama dos orfãos já era além fronteiras. Demanhã fui á minha contabilidade e todos me perguntavam pelos "meus meninos" depois fui às finanças de Alcanena (incrível!) a mesma coisa...

Para que serviu isto tudo?

Primeiro para mostrar aos meus filhos que não devemos desistir só por comodismo ou falta de fé.
Segundo que a morte faz parte da vida e temos de aprender a lidar com ela (e esta tarefa fica muito facilitada quando é de gatos que se trata).

E terceiro que gatos não são vacas.
Se isto vos acontecer algum dia corram ao veterinário mais próximo e comprem um kit de Newborn Kittys e por cerca de 10,00 € tragam leite em pó adequado para gatinhos bebés, o biberão e umas gotas para ajudar a flora intestinal dos bichanos.



(O último dos moicanos...)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PEDIDO DE DESCULPAS

Caríssimos leitores, as nossas desculpas pela indisponíbilidade do blog nos últimos dias da semana passada, mas foi problema a que fomos completamente alheias. Na sexta feira de manhã, assim que tentei entrar e me dei conta que os meus "Peregrinos" nao estavam cá fiquei logo em pânico e liguei imediatamente à Calos, que "percebe mais de computadores" do que eu. Pouco tempo depois ela confirmou-me que era mesmo uma avaria(?) do Blogspot.
A parte boa disto é que houve várias pessoas a queixar-se, donde se conclui que há desse lado quem nos ligue e esteja atento.
Beijinhos para todos.
PEDIMOS DESCULPA POR ESTA INTERRUPÇÃO, O PROGRAMA SEGUE DENTRO DE MOMENTOS.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

PEREGRINOS


Ontem um peregrino foi atropelado por um camião entre o Covão do Coelho e o Vale Alto. O condutor fugiu, mas foi apanhado passado algum tempo nas Moitas. O peregrino sofreu alguns ferimentos mas está bem.
A mim o que me espanta é que estas coisas não aconteçam mais vezes! Corro o risco de ser crucificada, mas os peregrinos complicam-me um bocadinho com os nervos…
Em Minde passam milhares de peregrinos todos os verões. Ontem estive no pavilhão Ana Sonsa à noite e estavam lá largas centenas a pernoitar. Uma palavra para a fantástica equipa que todos os meses de Maio a Outubro trabalha no acolhimento ao peregrino, dá sopa, faz massagens, fura bolhas e liga pés, transporta muitas e muitas pessoas para o pavilhão gimnodesportivo e regresso para os banhos, arruma e desarruma o pavilhão. Acolher os peregrinos é uma das obras de caridade da doutrina católica (juntamente com dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, etc…)e esta equipa soma pontos no céu todas as vezes que dá de si gratuitamente para ajudar pessoas que não conhece de lado nenhum nem nunca viu antes, só por amor a Deus e ao próximo.
Mas voltando aos peregrinos, sei que para eles isto é uma experiencia de uma vez na vida ou, no máximo, de uma vez no ano, mas nós vivemos numa terra continuamente “assaltada” por peregrinos e não é fácil. Os peregrinos acham-se o centro do mundo por estarem a fazer um esforço muito grande, mas devem pensar que os habitantes das terras por onde passam estão lá o ano todo.
Os peregrinos caminham em magotes pelo meio da estrada, muitas vezes em aventuras perfeitamente suicidas, no meio de estradas estreitas, com curvas e à noite. Os carros de apoio param em todo o lado, circulam a velocidades exasperantes, mudam de direcção sem se sinalizarem, enfim, só estorvam. Os peregrinos acomodam-se em qualquer lado, ocupam de assalto os cafés todos ao mesmo tempo e exigem ser atendidos com velocidade e prioridade, deixam lixo por todo o lado, apanham toda e qualquer flor que esteja ao seu alcance, seja no campo, nos jardins públicos ou nos jardins particulares…
Dou o maior valor a quem empreende estas jornadas infindáveis movido pela fé, mas, repito, os peregrinos complicam-me com os nervos…

Ler é a viajem de quem não pode apanhar o comboio...


Uma das obras da minha vida. Uma versão diferente, surpreendente e fantasiada da intemporal lenda do Rei Artur, dos Cavaleiros da Tavola Redonda, entre os quais, Lancelot, a fada Morgana e a rainha Genevéve. Traição, incesto, rituais pagãos, fantasia, magia, amor e ódios, tudo "comme il faut" para nos prender do principio ao fim. Isn't it Teacher?

A Teacher emprestou-me esta quadrologia há mais de 15 anos (no tempo em que eu ainda fumava, portanto!) e lê-la marcou-me para sempre.

Qualquer dia perco a cabeça e compro-a só para ter o prazer de a lar outra vez, mas como diz a Feridas, comprar livros que já se leu...

Avanço tecnológico

Vejam só a tetina fantástica que descobri na farmácia para substituir o aspirador nazal.


Assim já posso dar biberom aos gatinhos e aos miúdos ao mesmo tempo.
;-)

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Branquinha morreu atropelada...

...e deixou orfãos os gatinhos.

Sim. É incrivel mas é verdade. A Branquinha descuidou-se e deixou-se apanhar por um carro.
Passado o choque inicial surge a derradeira questão: Quem vai cuidar dos gatinhos? Alimentá-los uma vez que mal abrem os olhos e são totalmente incapazes de beber leite por uma tigela?
A resposta é obvia: sou eu! Quem é a mãe desta casa? Quem é? Embora mãe só haja uma e, como toda a gente sabe, uma mãe é insubstituível, eu tenho de tentar...
Pus mãos à obra.

Primeiro passo: trazer os orfãos para dentro de casa para não morrerem de frio.
Depois descobrir uma forma de os alimentar quando eles descobrirem que a mãe não vai voltar e desatarem a miar desenfreadamente às 6 da manhã.

Tentei dar-lhes leite por um biberom dos miúdos, o que, obviamente, foi inútil pois a tetina do biberom é enorme quando comparada com as maminhas da branquinha.

A solução era...um conta gotas! Corri tudo e nada. Não existe um conta gotas nesta casa.

Corri a casa toda...mesmo toda, até o sotão dos brinquedos, à procura de algo que pudesse ser adaptado a uma mini-tetina. Mas a minha missão não estava facilitada.
Então lembrei-me de algumas tralhas por arrumar, ainda da outra casa, e eis que encontro isto:

Quem sabe o que é isto? Claro! Só as mães é que sabem. É um aparelhometro de aspirar os narizes entupidos dos bébés por aspiração.

Iniciei imediatamente uma delicada e cirurgica operação de transformação do aspirador em biberom de mini-gatos.
Cheguei a isto...


E isto foi o mais parecido com as maminhas da Branquinha que consegui improvisar...


E aqui estou eu a tentar enganar o gato. Ele demora a peceber qual é a intenção, mas quando sente o leite na ponta do tudo agarra-se a ele com devoção.


Missão cumprida!

Os orfãos vão sobreviver!

Agora, haja paciência.

Depois identifiquei os gatinhos com lacinhos de várias cores para saber a quais já "dei maminha".



Afinal mãe não é quem tem, é quem cria.

O meu instinto maternal está ao rubro!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

E o JazzMinde deste ano, ahn? BRUTAL!!!

Gosto de encarnar personagens...

...e, este fim de semana, fui uma "moçoila" medieval. Costurei um fatinho à pressa, tratei de comprar uma tiara da sorte medieval, e siga para bingo!: Vai de vender pães com chouriço e bifanas. A tiara deu-me sorte, pois entre tanto pão crú que vendi (la vitesse oblige!) só 2 ou 3 é que reclamaram.








Um sorriso medieval acalma as almas mais torbulentas...



(Digam lá que esta não me correu bem...)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

QUEM QUER DIZER COISAS QUE GOSTE?

COISAS QUE EU GOSTO


Gosto de estar em sítios muito muito quentes. Gosto de morangos. Gosto de acordar a meio da noite e ver que ainda posso dormir mais umas horas. Gosto de viajar. Gosto de Carnaval. Gosto de beijinhos. Gosto de me sentar na rua a ver os outros passar. Gosto de me deitar e acordar cedo. Gosto do cheiro da terra depois de chover. Gosto de rendas antigas. Gosto de trovoadas. Gosto de descascar ervilhas. Gosto de vestidos de noiva. Gosto de vestidos em geral. Gosto de flores de muitas cores. Gosto de chocolate. Gosto de amarelo. Gosto de dizer lamechices às pessoas de quem gosto. Gosto do cheiro das tílias. Gosto de acender cigarros em brasas da lareira. Gosto de cantar. Gosto de andar de mão dada.

terça-feira, 3 de maio de 2011

JÁ SÓ FALTAM 3 DIAS...



Mal posso esperar por mais umas daquelas noites memoraveis. Principalmente a de sexta feira, que é sempre a minha favorita!

domingo, 1 de maio de 2011