sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CARTÃO DO CIDADÃO

O governo quer que a profissão passe a constar do Cartão do Cidadão.
Boa! Acho bem, faz falta!
Porque não colocam também o número do sapato?
Mas a naturalidade e o estado civil não ponham, não serve para nada...

CONSPIRAÇÃO

Correm mensagens escritas e posts no face book que hoje vai acontecer uma coisa extraordinária no Estaminé. Adoro este clima de conspiração, parecemos a maçonaria das babosas...
Enfim, o Médio Oriente organiza mafestações antiregimes por SMS e nós usamos o mesmo meio para combinar bebedeiras colectivas.
Cada um tem o que merece...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Não! Não morri...! Só fui a terras remotas do Borneu e da Micronésia buscar isto!


É verdade. Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida...de óculos!

Não é fácil encarar a dura realidade de o nosso corpo já não funcionar a 100%, mas enfim.

Sabem...realmente a minha Vi esteve de varicela e eu estive um ou dois dias com ela, mas sempre junto do PC e da net. Acontece que tenho novas ideias e novos projectos e eu quando tenho ideias e projectos sou assim tipo...obcecada! Mas estou de volta e prometo ser muito mais assidua.

…”o pai, (…)é um pedaço (…) da nossa vida, preexistência daquilo que somos e continuamos a ser na sua ausência.”

O FABULOSO DESTINO DE DAGOBERTO BABILÓNIO, Romana Petri

No sábado vim tarde de casa da Calos, já um bocado “constipada” do vinho que entornámos toda a noite. Qundo me deitei, peguei de forma mecânica no livro da mesa de cabeceira e dei logo com os olhos nesta frase… Parei… reli. Parei de novo. Tive que pousar o livro. O meu estado de constipação, enfim, o pingo no nariz, os espirros, não me deixavam em estado de analisar a coisa convenientemente.
Deixei para o dia seguinte.
Aquela frase bailou-me nos sonhos toda a noite.
Assim que acordei abanei um pouco a cabeça a ver se já estava em condições de exercer o necessário pensamento acerca da frase. Estava.
Então dediquei um bocado ao “pensamento”.
O nosso pai antecipa o que somos. Continuamos o nosso pai.
Eu continuo o meu pai.
O meu pai. Uma das pessoas mais extraordinárias que conheço. Sensato. Reflectido. Sábio. Habilidoso. Bom. Manso. Generoso. Inteligente. Honrado.
E eu continuo-o.
É uma imensa honra e uma imensa responsabilidade.
O meu pai começa a falar em morrer (até nisso é sensato. Falta muito tempo, mas ele antecipa a coisa com um realismo, uma clarividência e uma naturalidade que só nos permite um estúpido riso amarelo…). É uma faca no meu coração (penso nisto há muito tempo: que será de mim quando ele morrer? A quem irei recorrer para… tudo?), mas é, obviamente, inevitável. E nessa altura, eu é que vou ser o meu pai, ele fica em mim, é da minha responsabilidade manter a sua memória nos meus actos…
Bolas, às vezes há lugares comuns que não são assim tão óbvios se nos pomos a pensar neles.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Daqui a um mês é primavera!
Estou a fazer risquinhos na parede!

A CALOS NÃO MORREU...

... anda a viajar por terras remotas do Borneu e da Micronésia, onde não há internet nem rede de telemovel. Mas um dia voltará... (de braço dado com o D. Sebastião)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PUTO CHARILA

Lembram-se da história da pêra rocha que contei aqui há algum tempo? Para quem não se lembra, eu repito: a professora do 4º ano (agora é assim que se chama a 4ª classe) perguntou aos alunos quem sabia um tipo de pedra típico de Portugal. O aluno deu um salto na cadeira: eu sei, eu sei, é a pêra rocha!
Pois este aluno (e esta história) existe mesmo, não é invenção. Vamos chamar-lhe... Puto Charila, que é nome que lhe assenta como uma luva.
Hoje soube de outra dele: o Puto Charila tem uns tenis que adora, verdes, para se verem bem ao longe! Mas de tanto uso e do tratamento que ele lhes dá, já têm um buraco em cada sola (sola, enfim, borracha, no fundo, pronto...). Como estava a chover a mãe não deixou o Puto Charila levar os amados tenis para a escola, porque além de ser uma vergonha andar com uns tenis rotos, molhava os pés todos.
O Puto Charila não foi de modas, resolveu o seu problema: "Mãe, vais adorar o meu truque. Para não molhar os pés, calcei uns sacos de plástico por cima das meias!"
Os sacos de plástico eram daqueles da fruta, que fazem barulho. O Puto Charila exemplificou mexendo os pés, crrreshh, crrreshhh...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CORAÇÕEZINHOS, URSINHOS E OUTRAS PANELEIRICES


Falta-me profundamente a paciência para o Dia dos Namorados!
Nem vou entrar pelo caminho do isto é tudo uma enorme manobra comercial e andamos a importar tradições que não são nossas,como esta e o halloween, etc...
Mas falta-me a paciência para tanto ursinho e coraçãozinho e flôrzinha e ai bebé amo-te tanto e ai xuxu és a metade da minha laranja...
Se sou romântica? Sou.
Se gosto de receber flores e mimos? Adoro.
Mas não gosto desta obrigatoriedade de neste dia sermos todos muito melosos, muito fofinhos, com estas ternurinhas encomendadas e estes amorzinhos de pacote.
Chateia-me.
Chateia-me os pintas muito in love neste dia, a levarem a garina a jantar fora e a oferecerem rosas vermelhas e peluches queriduxos e durante o resto do ano tratarem-nas mal e porem-lhes os palitos todos os fins de semana. E chateia-me ver as teenagers muito afobadas a mandarem sms a tipos que não merecem o respeito delas nem de ninguém.
Porque o amor é uma coisa muito séria, mas que tem de se cultivar todos os dias do ano. Uma boa relação constroi-se com respeito e tempo e paciência. Com sapos engolidos, com pequenos disparates todos os dias e, muitas vezes, com pranto e ranger de dentes.
Ao fim e ao cabo, o que me amofina é a histeria colectiva que rodeia este dia, só suplentada pela ainda maior histeria do dia da mulher. Mas isso fica para Março.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Aqui fica um bonequinho para se inspirarem neste fim de semana que se espera de chuva e namorados...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ELES

“Eles” é um conceito fantástico do povo português!
“Eles” é uma entidade superior, que nos governa, que está acima de nós.
“Eles” tem sempre a culpa de tudo o que acontece.
“Eles” é corrupto, “eles” só se interessa com os seus próprios problemas…
Ainda não perceberam do que estou a falar, pois não? Não sabem quem são “eles”?
Pois vejam:
O que eles querem é tacho.
Eles é só meterem p’ró bolso.
Eles tão sempre a mudar isto.
Eles tão a dar chuva p’r amanhã.
Quando é da campanha eleitoral é só darem beijinhos nos mercados, mas depois nunca mais se vêm nem se ouve falar n’eles.
Eles é que se governam, é só reformas chorudas à custa do povo.
Eles agora até já me tiraram o abono de família.
Ah, a culpa não é minha, eu aqui só cumpro ordens. Eles mandam e a gente obedece…
Enfim… a lista nunca mais acaba.
Já agora, se souberem que “eles” são, digam-me, que eu também tenho umas contas a ajustar com “eles”.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

BLOGUES/JORNAIS

Excerto de um mail enviado por mim hoje de manhã. Para que vejam que isto é tudo muito bem pensado, fruto de uma aturado exercício intelectual e não um monte de disparates que p'ráqui amandamos, sem nexo nenhum...


"Porque é que gosto de escrever no blog e nunca me lembro de escrever no jornal? Bem…, repara, um blog não deixa de ser uma parvoíce, é uma coisa impune, posso dizer os disparates que quiser, que, em última análise, aquilo nem sequer é meu, o meu nome não está em lado nenhum. Nunca nos identificámos, apesar de toda a gente saber quem somos. Depois quem lê um blog é, geralmente, gente tão parva como nós e quem se atrever a chamar-nos parvas ou supérfluas no nosso blog, já sabe que leva logo com o tradicional “o blog é meu, escrevo o que quiser, se não gosta, agradeço que não volte cá mais”. Ninguém me obriga a ser democrática, se quiser apago os comentários todos e não dou satisfações a ninguém. São estas as regras não escritas dos blogs, no fundo, um bocado o espelho do que se passa em muitos outros sectores da vida moderna, pensa nos casamentos e nas uniões de facto, por exemplo…

Um jornal é diferente, e uma coisa séria, obedece a regras, quem escreve num jornal é um “jornalista”, seja profissional ou amador. E um jornalista tem “regras deontológicas” a que obedecer, não pode mandar os leitores à merda se estiver para aí virado, muito menos num jornal como o nosso."

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O PASSEIO DA CATEQUESE


Quem pode esquecer os passeios da catequese?...
Eram o ponto alto do nosso fim de ano lectivo. Era Verão, já não havia escola e íamos todos passear, juntos, no mesmo autocarro.
Na véspera não se dormia a pensar no passeio da catequese. Lá íamos nós de madrugada, às vezes quase de noite, com as nossas lancheiras preparadas pelas mães, a não ser aqueles que levavam os pais no carro, atrás dos autocarros.
Chegaram a ser 10 autocarros, porque além das crianças da catequese, respectivos catequistas e muitos pais, ia toda a população, que fazia daqueles passeios (verdadeiras “excursões” à antiga) muitas vezes a única viagem que faziam durante todo o ano.
Quando chegávamos ao local de encontro dos autocarros, geralmente na praça, já estava sempre muita gente, acho que devia haver gente a dormir lá de véspera, para não perder pitada. Geralmente também já lá estava o Padre Messias (paz à sua alma), extraordinariamente sem o tradicional casaco preto e cabeção, mas e, por uma vez no ano, de camisa à civil, de manga curta, de panamá de palhinha ou boné e com o mítico apito, com que comandava as tropas.
Os destinos nunca variavam muito, parece-me que todos os anos se ia, invariavelmente, a Conímbriga/ Portugal dos Pequenitos, ao Museu da Marinha/Planetário ou a Vila Viçosa. Mas sempre que possível o dia acabava na praia e era sempre a parte melhor. Mesmo que o tempo estivesse mau e a água do mar estivesse gelada, toda a gente ia ao banho (era o que faltava, ir carregado com o fato de banho e a toalha para nada…)
Mas a festa começava logo à saída de Minde e durava toda a viagem. Tiro o meu chapéu aos motoristas desse tempo, que conseguiam ir toda a viagem a ouvir pérolas musicais tais como “ Senhor chofer, por favor, ponha o pré no acelarador, se bater não faz mal, vamos todos p’r hospital” e “ Os de trás em cima, os da frente em baixo, e rapa o tacho e rapa o tacho e rapa o tacho”, sem se passarem da cabeça e calarem toda a gente à chapada.
Depois havia os auto-nomeados “animadores” que assim que se apanhavam com o microfone na mão passavam toda a viagem a contar anedotas (daquelas que não ofendem, porque era um passeio de petizes…) e a cantar lindas canções.
Outra aventura eram as paragens para fazer xixi. Toda a gente corria para onde pudesse para aliviar a natureza, os homens formavam uma fila compacta de costas para a estrada. E na hora de regressar ao autocarro faltava sempre alguém que tinha ido não sei onde e se tinha atrasado ou perdido.
Como já disse em cima, havia famílias que seguiam os autocarros nos seus carros. Por isso se formava um cortejo sem fim de carros e autocarros que demorava eternidades a mover-se de um lado para o outro.
Estas famílias que seguiam de carro (e também as outras que iam nas camionetas) protagonizavam os verdadeiros pique-niques, com todos os matadores: mesas, cadeiras, tachos de arroz embrulhados em papel de jornal para não arrefecerem, garrafões de vinho, melões, melancias e alguidares para lavar a loiça no final.
No final do dia regressávamos a Minde já de noite. Parte das crianças adormeciam de cansaço na viagem de regresso.
Eram dias perfeitos, de enorme felicidade e que nunca mais esqueceremos.