quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mas de onde raio vem o "Keep Calm etc e tal..." que se vê por todo o lado?



http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/files/2012/07/keep_calm_1.jpg

Certamente toda a gente já sabe, mas o Feridas e Calos não gosta de deixar ninguém na ignorância, mesmo ninguém. Estes cartazes que se vêem em todo o lado e são adaptados a tudo e mais umas botas ("Keep calm que o benfica vai ser campeão!"; "Keep calm que eu sou do Alentejo", "Keep calm que eu sou de Minde"...) remontam à 2º Grande Guerra, mais precisamente à primavera de 1939, época em que a Inglaterra se juntou às tropas aliadas para enfrentar o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial, e o governo inglês decidiu imprimir posters para acalmar a população imersa em territórios tomados pelo conflito. A ideia era imprimir três cartazes que seguissem o mesmo padrão de design: duas cores, uma frase impressa em fonte elegante e um desenho da coroa do rei George VI, à frente do país na época. Três versões foram enviadas à gráfica.

 http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/files/2012/07/your_courage.jpg
Na primeira, as letras elegantes, a coroa e a frase: “Sua coragem, sua alegria e sua determinação vão nos trazer a vitória”.
Na segunda, o mesmo design e a mensagem: “A liberdade está em perigo. Defenda-a com toda a sua força”.

Os dois primeiros posters foram distribuídos em Setembro do mesmo ano e rapidamente invadiram paredes e janelas de lojas e vagões de trem. A terceira versão é aquela mais conhecida e que os ingleses da época da guerra nunca tiveram oportunidade de ver. O cartaz com a frase “Keep calm and carry on” foi guardado para ser exposto apenas em uma situação de crise ou de invasão e acabou não sendo lançado.
Foi só em 2000, 61 anos depois de ser impresso, que o poster saiu à rua. Estava na cave de uma livraria na costa nordeste da Inglaterra no meio de livros empoeirados. Quando o encontrou, a dona da livraria enquadrou-o e pendurou-o na parede do estabelecimento. O poster fez tanto sucesso entre os clientes que os donos decidiram imprimir cópias da imagem e comercializá-las. Foi aí que a frase começou a ganhar o mundo.
Mas por que é tão difundida? Talvez pelo conselho sensato, pelo design simples, pela mensagem universal. Para o cineasta Temujin Doran, director do vídeo aí em cima que narra a história do poster, as palavras são a chave para o sucesso: “trata-se de uma voz histórica, que oferece uma mensagem simples e sincera para inspirar a população a superar tempos difíceis. É um conselho que nunca envelhece: mantenha-se calmo e siga em frente”.

A imagem é uma praga tal que até na peça "O Escritório" está um "Keep Calm and go shopping" no gabinete feminino.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Já não há pachorra!...

Eu até já comprei um par de calças salmão e outras azul bebé/cocó (as cores da moda). Eu também comprei uns lenços a fazer pendant. Também comprei uns colares novos em folha e uns tops de cavas. Também já providenciei uns vernizes novos de corres de acordar de noite e assustar-me com as minhas próprias mãos. Mas...quer dizer...assim não dá! Assim não há condições. Uma mulher quer por-se em modo Primavera, descalçar de vez a bota ribatejana de sebo e tirar a sabrina e as havaianas do armário, e não dá!
Ando com a neura, desmotivada, enjoada!...
Se isto não muda acho que vou hibernar uma semana ou duas e quando vier o sol, acordem-me!

terça-feira, 9 de abril de 2013

CASA DE BANHO SOCIAL

Adoro quando numa casa a casa de banho onde as visitas vão se chama "casa de banho social". Imagino logo as pessoas todas a socializar na casa de banho.
Quando eu for grande vou ter uma casa de banho social com sofás, uma mesinha de centro, com cinzeiros e revistas, jogos de sociedade e um bar. Se é para ser social, então que se dêem condições às pessoas, carago!

Cá estou eu!

Estou cá, mas não estou boa. Estou só semi-boa.
Sim, tenho andado super-doente há mais de uma semana. Febre, dores no corpo, má disposição, tosse com dores no peito...e então ando assim meia acordada meia a dormir, meio a trabalhar, meio sem fazer nenhum, meio sem apetite, meio sem disposição para me vestir como manda a lei.
Ando há mais de uma semana com o verniz a cair, de polar foleiroso, de rabo de cavalo, enfim...do pior! Ontem fui ao hospital e depois de 4 horas de espera com uma máscara na cara, lá me receitaram antibiótico e, finalmente, estou um pouco melhor.

Sim, a estreia d' "O Escritório" foi um sucesso. O público adorou, riu e aplaudiu de pé! Parece que Domingo vamos ter malta que quer ver outra vez. Mas quem explica isto tudo muito bem é a querida Joana no seu blog aqui.

Obrigada Joana!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O ESCRITÓRIO

Fui quase directa do palco para um acampamento de escuteiros, por isso não tenho grande feedback em relação à estreia.
De qualquer, maneira a sensação que ficou dessa noite foi que correu tudo muito bem. A sala não estava cheia, mas muito composta, o publico aderiu muito, riu-se, reagiu, que é sempre um bom prenuncio. As meninas arrancaram um aplauso na altura do orgasmo. Os meninos também tiveram palmas dispersas.
Estavamos todos calmos, cheios de pica e com vontade de nos divertirmos em cena. Acho que foi o que aconteceu, pelo menos eu diverti-me muito e gostei muito de fazer.
Confirma-se, é muito melhor estar na pele de actriz do que de encenadora. São nervos bons, os outros são nervos maus. Os de encenar são nervos de dor de barriga e de diarreia. Temos que nos chatear com pessoas, vemos as coisas a ir para caminhos que não eram os que queriamos e sentimo-nos impotentes para alterar o rumo. Eu penso muitas vezes quando estou em processo de encenação: mas porque é que eu me meti nisto?, estava tão descansada a coser meias...
Pensava que a Calos já tinha posto aqui algumas fotos. Eu não tenho nem vi ainda nenhumas.
Vá lá, Calitos, dá-nos noticias...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Hoje é o grande dia...e eu estou cagadinha de nervos...

A peça está optima.
Os actores são fantástico e estão super seguros, a cenografia está boa, a luz também ficou muito bem, tal como os sons, etc...mas eu estou cheinha de nervos.
E se ninguém acha nenhuma piléria aquilo? E se ninguém se ri? E se o publico achar o texto muito fraquinho? Muito vazio? (Sim, o texto é muito vazio. Ninguém vá à espera de grandes intelectualismos!)
E se a minha estreia como autora e encenadora for um sonoro e retumbante fracasso?
Bolas! Estou com um frio na barriga muito pior do que quando tenho de ir para o palco.

Mesmo que seja um grande fracasso, não foi em vão. Sabem porque? Porque toda a equipa gostou de ensaiar esta peça. Porque nos divertimos. Porque foi uma experiência nova para mim, uma aprendizagem. Porque gosto de ter a noção daquilo de que sou capaz de fazer, ou do que não sou capaz de todo! Portanto... a ver vamos, como dizia o cego.
Para mim já valeu a pena.

AI, É HOJE!!!

Inté já fui fazê ua gaforina...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

HOJE É O ENSAIO GERAL...

...e eu adoro ensaios gerais. Gosto mesmo. A partir do ensaio geral já estamos oficialmente em estreia e é uma sensação fantástica.
Nos dias de ensaio geral lembro-me sempre de um dos dias mais mirabolantes da minha vida, que culminou com um ensaio geral.
Eu ainda era advogada em Minde e nesse dia tive que ir duas vezes a Lisboa!
Fui de manhã tratar de um assunto, faltava-me um papel e o assunto tinha mesmo que ser resolvido nesse dia. Então voltei a Minde, obtive o papel e voei de novo para Lisboa a tempo de apanhar uma determinada repartição aberta. Quando vinha para casa só pensava em tomar um banho e relaxar antes do ensaio geral já não sei de que peça.
Quando chego a casa está-me um primo do meu marido à porta com um ramo de flores na mão. Estranhei. Olá tudo bem, olhas estas flores são para ti, obrigada, mas qual é o motivo, nada só me apeteceu, entra, o JP deve estar a chegar.
Conversa de circusntância, conversa de circunstância (pois, cá estamos, pois... e o tempo?... Pois... ele deve estar quase a chegar...). E eu só pensava "quando é que este se vai embora para eu ir tomar o meu banho". Não tinha jantar feito, estava a prever comer uma sopa e umas torradas e marchar para o ensaio. Às tantas, quando a conversa se esgotou de vez, o primo lá disse, bem, vou-me embora...
 Quando nos levantamos os dois toca o telefone. Era a minha mãe: filha, o JP não te conseguiu avisar, mas convidou o primo para jantar. Tenho aqui o jantar pronto para vocês, vem cá buscar. Fiquei lívida, nessa altura eu ainda não tinha telemovel e esperava tudo menos aquilo. Disse imediatamente ao primo: não vais nada, então, vieste para jantar... Espera só um bocadinho que eu tenho que ir num instante a casa da minha mãe. Lá fui a casa da minha mãe buscar um bacalhau cozido com todos, já na travessa e tudo. Quando cheguei a casa o PJ já lá estava. Deixei-os aos dois a comer o bacalhau e marchei para o ensaio geral.
O primo estava a estranhar não haver preparativos nenhuns para o jantar, mas eu lá dei a volta à coisa e ele ficou sem perceber se eu sabia ou não que ele tinha sido convidado para jantar. O JP quando me viu entrar em casa com uma travessa de bacalhau sorriu e piscou-me o olho. Mal ele sabia que o primo esteve quase para se ir embora sem jantar nem nada.
Moral da história: uma mãe faz muita falta na vida de uma pessoa!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Na TV

Pronto, lá fui e lá vim.
Foi divertido, como sempre, vendi o meu peixe, ou melhor, as minhas ervilhas, gagejei muito pouco e correu bem, de uma forma geral.
As queridas ilustradoras Eunice Rosado e Raquel Pinheiro não podiam ter sido melhores. Estavam lindas de morrer e têm muito à vontade em frente às câmaras.
Tivemos um tempo de antena GIGANTE e, desta vez, deixaram-me falar e desenvolver as ideias até ao fim.
A amiga Ginocas que me acompanhou, gostou muito e ainda tirou umas fotos com a malta e o amigo Wolfinho, que também foi, levou 2 beijos da Ribas que até fizeram pó na lama. Ah já queres!...

Vejam ou revejam aqui:
http://www.rtp.pt/programa/tv/p29811/c112659/288012

THE END?

Pronto, tá bem, era mentira. Como mentira de 1 de Abril era fraquinha, mas eu nunca fui boa nisto.
Quando era pequena uma prima instruiu-me para ir a correr dizer ao meu avô que uma das pipas estava a verter vinho e havia vinho até à rua. Eu fui, mas com um sentimento de culpa tão grande e tão atrapalhada que antes de conseguir dizer a frase já estava dizer que era mentira e querido avôzinho, não vá a correr ver a pipa, que ainda cai e se aleija...
Quem diria que faço teatro, hein...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Ervilha na Praça da Alegria da RTP


Não, não é mentira do dia 1 de Abril. Amanhã a Ervilha vai mesmo estar, com todo o seu charme e toda a sua gaguez, com o Jota Baião e a mocinha Tânia Ribas numa Praça que é só alegrias, aí Jasus!
Comigo vão estar ainda as ilustradoras muito queridas Raquel Pinheiro e Eunice Rosado. O programa promete, até porque a Ervilha vai apresentar em primeiríssima mão algumas novidades para o Verão.

Também vou levar comigo uns Xarals aqui do Ninhou que querem ver as pernas da Ribas ao vivo.
Agora com licença que eu vou-me depilar por baixo porque, com esta gente moderna da TV, agente nunca sabe como é que as coisas podem acabar!

THE END

Pessoal, por motivos relacionados com alterações recentes na minha vida pessoal sou obrigada a deixar de blogar. É com pena que deixo o Feridas e Calos, passámos bons momentos juntos. Todas as coisas boas têm, inevitavelmente, um fim. Vamo-nos vendo por aí...
Já expus a questão à Calos e ela acha que não faz sentido continuar o blog nos mesmo termos, por isso está a pensar transformar o "Feridas e Calos" num "Calos e Joanetes". Acho que ela anda à procura de alguém para o papel de Joanetes, mas depois ela vos explicará melhor.
Da minha parte é tudo, até sempre e a emissão continua nos nossos estudios do Lumiar.