segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A mesa de cabeceira do meu Jaime


Isto é que se chama moral" ou antes "minimizar o transtorno da obrigatoriedade" de ir para a cama às dez horas, em tempo de aulas.

FIM DE VERÃO PERFEITO

Sem que os miúdos soubessem, marquei há algum tempo uma viagem de final de verão.
Nessa altura ainda não sabia quando começavam as aulas, mas como tinha sido anunciado que este ano começavam mais tarde, confiei que nessa altura ainda não houvesse escola.
E na quinta feira à noite, surpresa: pessoal, metam numa t-shirt e uma escova de dentes numa mochila, que amanhã vamos de viagem.
Mas não foi assim tão simples, porque houve quem me respondesse: não posso, tenho escola, não posso tenho explicações...
Bolas, que responsáveis que são os meus filhos. Se os meus pais me dessem a oportunidade de faltar um dia à escola, fosse com que desculpa fosse, eu nem hesitava!
Bem, contrariados, lá foram...
E foi um fim de semana espetacular!
Curtimos milhões todos juntos! Montanhas russas, brincadeiras com água, carrinhos de choque, valeu tudo!
E hoje cá estamos todos prontinhos para um novo começo. O mais velho já na faculdade, com praxes e tudo, a seguinte no 12º ano e o mais novo no 9º.
Tenho uma família incrível, de que me orgulho até ao céu e agradeço a Deus todos os dias!
(fotos para meter nojo...)







quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A Feridas faz anos...

...mas não posso dizer quantos porque toda a gente pensa que ela tem 26, inclusive o marido e os filhos. Está muito bem conservada...hehehe
:-)

Não vem a propósito mas ando há que tempos para vos mostrar esta reabilitação de um vestido que ela fez. Comprei o vestido porque vestia bem. Verde cor de esperança. Foi a essa esperança que eu me agarrei quando o comprei: a esperança de perder a barriga até à festa do Espírito Santo, mas a divindade não me valeu. Não aconteceu! Mesmo assim o vestido ficou lindo com este bordado dos namorados, querem ver? Prendadinha que só ela....

Beijinho amiga!







quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Encontro na Sportzone...mete nojo! (post de gaja! Se for gajo,... já sabe...não leia...e vá ler o Record insted!

Hoje foi dia de cozinha no Pimenta na Brasa. Nestes dias acordo de mau humor, sem paciencia, em cima da hora. Não me penteio, não ponho creme hidratante, não me maquilho, nem sequer lavo a cara. Sim, é uma vergonha mas é verdade. Para quê? Para me ir enfiar numa cozinha a levar com os vapores dos tachos a ferver? Visto a farda de cozinheira e marcha!...Toda trancalhadanças, toda foleirona!...
Mas hoje aconteceu que tive uma ajuda inesperada pela manhã e o despacho foi tal que deu para dar uma fugidinha à Sportzone para ver as modas. Andava eu entretida a folhear a nova colecção de criança quando uma prima, ou melhor uma "casada com um primo", me cumprimenta com um sorriso e uma simpatia de meter raiva. Gira que se farta! Magra, de tacão alto, calça justa, cabelo alisado, maquilhagem perfeita, a cabra! Ainda por cima andava a escolher umas calças e um top para as corridas porque "já não posso ir de calções! Está um frio que não se aguenta!..." - a cabra!
Pior! Escolheu um conjunto de corrida super giro, matizado, nos tons da moda, super sexy! - "Que achas deste? Não é a minha cara?"...a cabra!
"Sim, sim, esse é mesmo a tua cara!"

Deixei-a ir embora e, do alto da minha foleironisse, também comprei umas calças novas de corrida!
Dá sempre jeito para andar por casa ao sábado.
Toma lá que é para não te ficares a rir!
A cabra!...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

HOJE, NO JORNAL O MIRANTE




"AMIAIS DE CIMA
OS 3 IRMÃOS UNIDOS
Elísio 80 anos, Arnaldo 86 anos, Manuel 88. Vivemos felizes mas precisamos de senhoras para convívio efectivo, ou em part-time. Telm. 933 347 559  938 242 445  963 834 655"

E esta, hein?
Que se quiser candidatar, aí estão os telemoveis. Como aceitam em part-time, uma senhora só deve dar conta do recado.
Isto é que é saber viver a vida!

Rótulos são para latas, não para pessoas

A nova publicidade da Coca-cola é absolutamente fantástica. Fala-nos da ilusão que a aparência pode causar e em como o aspecto de alguém pode ser o combustível perfeito para a chama do preconceito.
Muito se tem falado sobre a entrada na Europa de milhares de refugiados. O que é que isto tem a ver para o caso?!...Tudo! Um ser humano é um ser humano. Sempre e em toda a parte. Uma mãe é uma mãe, um pai é um pai, uma criança é uma criança. Sempre e em toda a parte. Quer ande de burca, de tanga, ou de kimono. Independentemente da sua crença, da sua história, da sua língua, do seu aspecto. O desejo de querer mais e melhor para os seus filhos é legítimo e humano, sempre e em toda a parte.
O preconceito é uma venda que nos impede de enxergar a realidade.
"Labels are for cans, not for people", sempre e em toda a parte.

Veja isto. Está demais.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O NOSSO CORETO JÁ ESTÁ PRONTO


De cara lavada, todo pintadinho e reluzente!
Ficou mesmo bonito!
(Agora vamos ver quanto tempo duram os vidros coloridos do topo do coreto, às mãos dos putos que costumam ir lá para cima jogar à bola).

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O meu Jaime faz 14 anos...e está tão longe.




Há 14 anos atrás eu estava com uma barriga enorme e prestes a parir. Por esta hora já estava com contracções e as dores de parto já apertavam. Ele estava dentro de mim, desertinho para sair. Catorze anos depois, não só já não está dentro do meu útero (?!) como nem sequer está por perto. Já é um menino grande e toca bombardino (uma espécie de tuba) na Filarmónica de Minde e acontece que eles foram todos para a ilha do Sal, em Cabo Verde, tocar num festival qualquer.
De maneiras que é assim, uma pessoa, ou melhor uma mãe, quer dar uns amassos ao seu próprio filho, no dia do seu 14º aniversário, juntamente com uns beijos e umas lambidelas e não pode...porque sua excelência fez o favor de crescer!...
Sem pedir licença!...
Ingrato!...

Liguei para uma amiga do coração, que viveu comigo 7 anos, em Lisboa, enquanto estudantes, e agora vive no Sal, e pedi-lhe para providenciar um bolo de aniversário com 14 velas e o levar ao hotel onde estão instalados. Recebi uma mensagem dela a dizer:

"Amiga, o bolo está tratado. Arranjei ainda umas coisas para ele fumar e providenciei uma crioula para lhe tirar os 3" :-)

Grande cabra!
Ai o meu menino....

Ah! O filho mais novo da Feridas também foi, mas esse já fez 14 anos há 2 meses...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

SANTANA DA ABELA

Nos meus já muitos sketches em mindrico, acerca da vivência dos nossos antepassados no início do século XX, passei algumas vezes por referencias à santana da Abela. Santana quer dizer feira, em mindrico. A primeira vez que me apareceu a referência perguntei o que era a Abela, ao que me explicaram que era uma terra no Alentejo, com uma grande feira, onde os mindricos iam vender mantas.
Sucede que no fim de semana passado passei na Abela.
Tá boa! pensei, aqui está  a famosa Abela.
Eram já mais de 7 da tarde e precisávamos de pão para o dia seguinte.
Perguntámos se ainda havia alguma coisa aberta e responderam-nos que o supermercado tinha acabado de fechar, mas que batessemos à porta, o dono ainda estava lá dentro.
Batemos e veio um senhor de uns 75 anos.
O chão estava molhado, ele tinha acabado de limpar tudo para fechar. Mas, muito simpático, lá nos disse: "Enquanto ê aqui estiveri, tou sempre de serviço"
O Meuprincipe entrou, eu fiquei na rua, para não espezinhar mais a loja ao senhor.
O Meuprincipe decide meter conversa: "Sabe, sou de uma terra a mais de 200 kms daqui. Mas os meu avós vinham para aqui vender mantas"
O senhor abre um sorriso, com muito poucos dentes, e responde: "Nã me diga qu'é de Mindi!"
Ficámos parvos, todos os três, nós e ele.
E não é que ainda por lá se lembram do mindrico de mantas às costas a vender de feira em feira.
A feira da Abela era enorme, nesse tempo. Disse ele que vinha gente de Évora.
Depois a febre aftosa pegou nos animais, a produção desceu e a feira morreu.
Viemos contentes e deixámos o senhor contente com dois dedos de conversa!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Foram comigo para a cama

O tema 2ª Guerra Mundial fascina-me. Gosto sobretudo daquelas histórias que estão para além dos relatos simplistas dos livros de história. Gosto de descobrir factos menos "comerciais", relatos pessoais ou situações individuais do quotidiano de quem viveu aquele período na primeira pessoa.
Já li vários livros sobre o tema: "A Sétima Porta" de Richard Zimmler, "O Inverno do mundo" de Ken Follet, "Memórias da 2ª Guerra" de Churchill, "O Leitor" de Schlink , "O Rapaz do Pijama às Riscas", "A Lista de Schindler", "O Pianista", um do Primo Levi que agora não me lembra o nome...,
mas os 2 últimos que li tocaram-me particularmente: "A Montanha de Hitler" e o "Cerco de Leninegrado".


O primeiro é um relato na primeira pessoa de uma criança nascida e criada em Obersalzberg na Baviera onde Hitler tinha o seu quartel general, Berghof e nas montanhas do Ninho da Águia. Uma guerra tem sempre 2 lados e para as famílias alemãs humildes também não foi fácil.
Não há relatos de atrocidades como a que estamos habituados a ler nos livros que nos falam sobre o holocausto mas há miséria, fome e imposições permanentes, tanto a nível ideológico como físico. Como se sabe, a elite nazi não partilhava das mesmas dificuldades que o povo alemão e, somos confrontados, aqui nesta leitura, com toda a propaganda nazi impingida por Hitler e pelas dificuldades reais passadas pelo povo que, ocultado da verdade, tentava sobreviver.


O outro:
Há muito que queria saber mais sobre o cerco militar a Leninegrado, levado a cabo pelas tropas nazis de 1941 a 1944, destinada a matar a cidade pela fome, mas por muito que a nossa imaginação seja fértil e dramatize os mais macabros cenários, nunca, mas nunca, seremos capazes de realizar o que foram aqueles quase 900 dias de cerco para quem tentou sobreviver sem comida e com temperaturas de -30º. Morreram mais de um milhão de civis, numa cidade com 2,5 milhões de habitantes. Os testemunhos e relatos vão para além dos mais tenebrosos filmes de terror e expõem casos nos quais qualquer réstia de humanidade se perde. O desespero levava as pessoas a comerem gatos, cães, cavalos, cintos de cabedal, papel de parede, livros, cola de carpinteiro que raspavam dos móveis antes de os queimar para se aquecerem, depois...corpos moribundos, e até crianças...
A cidade passou a ser habitada por espectros, zombies, e quem tombava na neve ou nas filas intermináveis para conseguir 100 gramas de pão, estava condenado, pois ninguém tinha força suficiente para os erguer do chão. Ajudar alguém poderia representar a sua própria morte. Ninguém levantava os moribundos do chão, só para lhes amputar partes do corpo e comer...
As famílias eram ceifadas e os mortos deixados na rua pois ninguém tinha forças para os enterrar ou levar à morgue. Já não haviam caixões pois a madeira era um bem precioso para comer ou para queimar. Mesmo as escassas doses de pão que eram distribuídas era pão de composição duvidosa, no qual era misturado areia, serradura,...

Pensava eu que este auge de horror era único na história da URSS quando a minha Maryna, ao ver o livro na minha mesa de cabeceira, me diz que o cerco a Leninegrado não foi nada quando comparado com a Grande Fome na Ucrânia, razão da morte dos seus avós maternos. Fui investigar...
HOLODOMOR. A palavra não nos diz nada...mas representa a grande fome de carácter genocidário provocada por Estaline (esse filho da puta!) como represálias às insurgencias dos camponeses, que eram quase a totalidade do povo, contra a colectivização da agricultura, ou seja, a apropriação pelo Estado soviético da totalidade das terras, colheitas, gado e alfaias pertencentes aos camponeses. Não se sabe quantos morreram mas fala-se em 4 milhões, 5, 6, 7 milhões...
A vida dá voltas e passados só 8 anos, as ironias do destino fizeram com que fosse o povo de Estaline novamente vítima da fome fatal mas, desta vez, provocada pelo inimigo.
Ttttssss...as coisas que vocês aprendem comigo!...e que eu aprendo com a minha Maryna... :-)

Quem tiver coragem pode ver...

https://www.youtube.com/watch?v=svmAZEywtro

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Parabéns Oh Nelson!...

Medalha de bronze nos mundiais de Pequim.
Parece que foi um bom salto.
Quem te dava um salto sei eu bem quem era...