Feridas e calos: duas amigas com coisas para dizer ao mundo. Sim, nós sabemos, as mulheres têm sempre coisas para dizer, e têm sempre razão!... Acontece que estas coisas são mesmo importante e por isso têm de ficar registadas para a posteridade. Agora a sério: isto não tem interesse nenhum, portanto fuja daqui enquanto é tempo!... E para os Xarales que nos soletrem: Viva o Ninhou!
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
O NOSSO CORETO JÁ ESTÁ PRONTO
De cara lavada, todo pintadinho e reluzente!
Ficou mesmo bonito!
(Agora vamos ver quanto tempo duram os vidros coloridos do topo do coreto, às mãos dos putos que costumam ir lá para cima jogar à bola).
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
O meu Jaime faz 14 anos...e está tão longe.
Há 14 anos atrás eu estava com uma barriga enorme e prestes a parir. Por esta hora já estava com contracções e as dores de parto já apertavam. Ele estava dentro de mim, desertinho para sair. Catorze anos depois, não só já não está dentro do meu útero (?!) como nem sequer está por perto. Já é um menino grande e toca bombardino (uma espécie de tuba) na Filarmónica de Minde e acontece que eles foram todos para a ilha do Sal, em Cabo Verde, tocar num festival qualquer.
De maneiras que é assim, uma pessoa, ou melhor uma mãe, quer dar uns amassos ao seu próprio filho, no dia do seu 14º aniversário, juntamente com uns beijos e umas lambidelas e não pode...porque sua excelência fez o favor de crescer!...
Sem pedir licença!...
Ingrato!...
Liguei para uma amiga do coração, que viveu comigo 7 anos, em Lisboa, enquanto estudantes, e agora vive no Sal, e pedi-lhe para providenciar um bolo de aniversário com 14 velas e o levar ao hotel onde estão instalados. Recebi uma mensagem dela a dizer:
"Amiga, o bolo está tratado. Arranjei ainda umas coisas para ele fumar e providenciei uma crioula para lhe tirar os 3" :-)
Grande cabra!
Ai o meu menino....
Ah! O filho mais novo da Feridas também foi, mas esse já fez 14 anos há 2 meses...
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
SANTANA DA ABELA
Nos meus já muitos sketches em mindrico, acerca da vivência dos nossos antepassados no início do século XX, passei algumas vezes por referencias à santana da Abela. Santana quer dizer feira, em mindrico. A primeira vez que me apareceu a referência perguntei o que era a Abela, ao que me explicaram que era uma terra no Alentejo, com uma grande feira, onde os mindricos iam vender mantas.
Sucede que no fim de semana passado passei na Abela.
Tá boa! pensei, aqui está a famosa Abela.
Eram já mais de 7 da tarde e precisávamos de pão para o dia seguinte.
Perguntámos se ainda havia alguma coisa aberta e responderam-nos que o supermercado tinha acabado de fechar, mas que batessemos à porta, o dono ainda estava lá dentro.
Batemos e veio um senhor de uns 75 anos.
O chão estava molhado, ele tinha acabado de limpar tudo para fechar. Mas, muito simpático, lá nos disse: "Enquanto ê aqui estiveri, tou sempre de serviço"
O Meuprincipe entrou, eu fiquei na rua, para não espezinhar mais a loja ao senhor.
O Meuprincipe decide meter conversa: "Sabe, sou de uma terra a mais de 200 kms daqui. Mas os meu avós vinham para aqui vender mantas"
O senhor abre um sorriso, com muito poucos dentes, e responde: "Nã me diga qu'é de Mindi!"
Ficámos parvos, todos os três, nós e ele.
E não é que ainda por lá se lembram do mindrico de mantas às costas a vender de feira em feira.
A feira da Abela era enorme, nesse tempo. Disse ele que vinha gente de Évora.
Depois a febre aftosa pegou nos animais, a produção desceu e a feira morreu.
Viemos contentes e deixámos o senhor contente com dois dedos de conversa!
Sucede que no fim de semana passado passei na Abela.
Tá boa! pensei, aqui está a famosa Abela.
Eram já mais de 7 da tarde e precisávamos de pão para o dia seguinte.
Perguntámos se ainda havia alguma coisa aberta e responderam-nos que o supermercado tinha acabado de fechar, mas que batessemos à porta, o dono ainda estava lá dentro.
Batemos e veio um senhor de uns 75 anos.
O chão estava molhado, ele tinha acabado de limpar tudo para fechar. Mas, muito simpático, lá nos disse: "Enquanto ê aqui estiveri, tou sempre de serviço"
O Meuprincipe entrou, eu fiquei na rua, para não espezinhar mais a loja ao senhor.
O Meuprincipe decide meter conversa: "Sabe, sou de uma terra a mais de 200 kms daqui. Mas os meu avós vinham para aqui vender mantas"
O senhor abre um sorriso, com muito poucos dentes, e responde: "Nã me diga qu'é de Mindi!"
Ficámos parvos, todos os três, nós e ele.
E não é que ainda por lá se lembram do mindrico de mantas às costas a vender de feira em feira.
A feira da Abela era enorme, nesse tempo. Disse ele que vinha gente de Évora.
Depois a febre aftosa pegou nos animais, a produção desceu e a feira morreu.
Viemos contentes e deixámos o senhor contente com dois dedos de conversa!
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Foram comigo para a cama
O tema 2ª Guerra Mundial fascina-me. Gosto sobretudo daquelas histórias que estão para além dos relatos simplistas dos livros de história. Gosto de descobrir factos menos "comerciais", relatos pessoais ou situações individuais do quotidiano de quem viveu aquele período na primeira pessoa.
Já li vários livros sobre o tema: "A Sétima Porta" de Richard Zimmler, "O Inverno do mundo" de Ken Follet, "Memórias da 2ª Guerra" de Churchill, "O Leitor" de Schlink , "O Rapaz do Pijama às Riscas", "A Lista de Schindler", "O Pianista", um do Primo Levi que agora não me lembra o nome...,
mas os 2 últimos que li tocaram-me particularmente: "A Montanha de Hitler" e o "Cerco de Leninegrado".
O primeiro é um relato na primeira pessoa de uma criança nascida e criada em Obersalzberg na Baviera onde Hitler tinha o seu quartel general, Berghof e nas montanhas do Ninho da Águia. Uma guerra tem sempre 2 lados e para as famílias alemãs humildes também não foi fácil.
Não há relatos de atrocidades como a que estamos habituados a ler nos livros que nos falam sobre o holocausto mas há miséria, fome e imposições permanentes, tanto a nível ideológico como físico. Como se sabe, a elite nazi não partilhava das mesmas dificuldades que o povo alemão e, somos confrontados, aqui nesta leitura, com toda a propaganda nazi impingida por Hitler e pelas dificuldades reais passadas pelo povo que, ocultado da verdade, tentava sobreviver.
O outro:
Há muito que queria saber mais sobre o cerco militar a Leninegrado, levado a cabo pelas tropas nazis de 1941 a 1944, destinada a matar a cidade pela fome, mas por muito que a nossa imaginação seja fértil e dramatize os mais macabros cenários, nunca, mas nunca, seremos capazes de realizar o que foram aqueles quase 900 dias de cerco para quem tentou sobreviver sem comida e com temperaturas de -30º. Morreram mais de um milhão de civis, numa cidade com 2,5 milhões de habitantes. Os testemunhos e relatos vão para além dos mais tenebrosos filmes de terror e expõem casos nos quais qualquer réstia de humanidade se perde. O desespero levava as pessoas a comerem gatos, cães, cavalos, cintos de cabedal, papel de parede, livros, cola de carpinteiro que raspavam dos móveis antes de os queimar para se aquecerem, depois...corpos moribundos, e até crianças...
A cidade passou a ser habitada por espectros, zombies, e quem tombava na neve ou nas filas intermináveis para conseguir 100 gramas de pão, estava condenado, pois ninguém tinha força suficiente para os erguer do chão. Ajudar alguém poderia representar a sua própria morte. Ninguém levantava os moribundos do chão, só para lhes amputar partes do corpo e comer...
As famílias eram ceifadas e os mortos deixados na rua pois ninguém tinha forças para os enterrar ou levar à morgue. Já não haviam caixões pois a madeira era um bem precioso para comer ou para queimar. Mesmo as escassas doses de pão que eram distribuídas era pão de composição duvidosa, no qual era misturado areia, serradura,...
Pensava eu que este auge de horror era único na história da URSS quando a minha Maryna, ao ver o livro na minha mesa de cabeceira, me diz que o cerco a Leninegrado não foi nada quando comparado com a Grande Fome na Ucrânia, razão da morte dos seus avós maternos. Fui investigar...
HOLODOMOR. A palavra não nos diz nada...mas representa a grande fome de carácter genocidário provocada por Estaline (esse filho da puta!) como represálias às insurgencias dos camponeses, que eram quase a totalidade do povo, contra a colectivização da agricultura, ou seja, a apropriação pelo Estado soviético da totalidade das terras, colheitas, gado e alfaias pertencentes aos camponeses. Não se sabe quantos morreram mas fala-se em 4 milhões, 5, 6, 7 milhões...
A vida dá voltas e passados só 8 anos, as ironias do destino fizeram com que fosse o povo de Estaline novamente vítima da fome fatal mas, desta vez, provocada pelo inimigo.
Ttttssss...as coisas que vocês aprendem comigo!...e que eu aprendo com a minha Maryna... :-)
Quem tiver coragem pode ver...
https://www.youtube.com/watch?v=svmAZEywtro
Já li vários livros sobre o tema: "A Sétima Porta" de Richard Zimmler, "O Inverno do mundo" de Ken Follet, "Memórias da 2ª Guerra" de Churchill, "O Leitor" de Schlink , "O Rapaz do Pijama às Riscas", "A Lista de Schindler", "O Pianista", um do Primo Levi que agora não me lembra o nome...,
mas os 2 últimos que li tocaram-me particularmente: "A Montanha de Hitler" e o "Cerco de Leninegrado".
O primeiro é um relato na primeira pessoa de uma criança nascida e criada em Obersalzberg na Baviera onde Hitler tinha o seu quartel general, Berghof e nas montanhas do Ninho da Águia. Uma guerra tem sempre 2 lados e para as famílias alemãs humildes também não foi fácil.
Não há relatos de atrocidades como a que estamos habituados a ler nos livros que nos falam sobre o holocausto mas há miséria, fome e imposições permanentes, tanto a nível ideológico como físico. Como se sabe, a elite nazi não partilhava das mesmas dificuldades que o povo alemão e, somos confrontados, aqui nesta leitura, com toda a propaganda nazi impingida por Hitler e pelas dificuldades reais passadas pelo povo que, ocultado da verdade, tentava sobreviver.
O outro:
Há muito que queria saber mais sobre o cerco militar a Leninegrado, levado a cabo pelas tropas nazis de 1941 a 1944, destinada a matar a cidade pela fome, mas por muito que a nossa imaginação seja fértil e dramatize os mais macabros cenários, nunca, mas nunca, seremos capazes de realizar o que foram aqueles quase 900 dias de cerco para quem tentou sobreviver sem comida e com temperaturas de -30º. Morreram mais de um milhão de civis, numa cidade com 2,5 milhões de habitantes. Os testemunhos e relatos vão para além dos mais tenebrosos filmes de terror e expõem casos nos quais qualquer réstia de humanidade se perde. O desespero levava as pessoas a comerem gatos, cães, cavalos, cintos de cabedal, papel de parede, livros, cola de carpinteiro que raspavam dos móveis antes de os queimar para se aquecerem, depois...corpos moribundos, e até crianças...
A cidade passou a ser habitada por espectros, zombies, e quem tombava na neve ou nas filas intermináveis para conseguir 100 gramas de pão, estava condenado, pois ninguém tinha força suficiente para os erguer do chão. Ajudar alguém poderia representar a sua própria morte. Ninguém levantava os moribundos do chão, só para lhes amputar partes do corpo e comer...
As famílias eram ceifadas e os mortos deixados na rua pois ninguém tinha forças para os enterrar ou levar à morgue. Já não haviam caixões pois a madeira era um bem precioso para comer ou para queimar. Mesmo as escassas doses de pão que eram distribuídas era pão de composição duvidosa, no qual era misturado areia, serradura,...
Pensava eu que este auge de horror era único na história da URSS quando a minha Maryna, ao ver o livro na minha mesa de cabeceira, me diz que o cerco a Leninegrado não foi nada quando comparado com a Grande Fome na Ucrânia, razão da morte dos seus avós maternos. Fui investigar...
HOLODOMOR. A palavra não nos diz nada...mas representa a grande fome de carácter genocidário provocada por Estaline (esse filho da puta!) como represálias às insurgencias dos camponeses, que eram quase a totalidade do povo, contra a colectivização da agricultura, ou seja, a apropriação pelo Estado soviético da totalidade das terras, colheitas, gado e alfaias pertencentes aos camponeses. Não se sabe quantos morreram mas fala-se em 4 milhões, 5, 6, 7 milhões...
A vida dá voltas e passados só 8 anos, as ironias do destino fizeram com que fosse o povo de Estaline novamente vítima da fome fatal mas, desta vez, provocada pelo inimigo.
Ttttssss...as coisas que vocês aprendem comigo!...e que eu aprendo com a minha Maryna... :-)
Quem tiver coragem pode ver...
https://www.youtube.com/watch?v=svmAZEywtro
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Parabéns Oh Nelson!...
Medalha de bronze nos mundiais de Pequim.
Parece que foi um bom salto.
Quem te dava um salto sei eu bem quem era...
Parece que foi um bom salto.
Quem te dava um salto sei eu bem quem era...
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Feliz é quem faz um bolo e rapa o chocolate do tacho
No Domingo passado os meus homens mais velhinhos regressaram de 5 dias de festival em Paredes de Coura. A vida de festival é dura e quando acaba apetece "mimo". A pensar nisso, e para manter ocupado este rancho de cachopos, fizemos este bolo maravilhoso de chocolate com recheio e cobertura de chocolate. As crianças fizeram uma miniatura. Não estão com um ar divinal?
Aproveito para dizer que o aspecto não defraudava o sabor. Estava maravilhoso!...
Aproveito para dizer que o aspecto não defraudava o sabor. Estava maravilhoso!...
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
To travel bank
Feridas e Calos partiram os seus mealheiros para viajar...
Tcham, tcham, tcham, tcham!.....
Juntamos desde 2013 e...tem mais de 4 dígitos! Grande coisa é ser regrada e poupadinha...como eu!
.....hehehehehe...
Tcham, tcham, tcham, tcham!.....
Juntamos desde 2013 e...tem mais de 4 dígitos! Grande coisa é ser regrada e poupadinha...como eu!
.....hehehehehe...
domingo, 23 de agosto de 2015
Espondilose de princesa
Há uns tempos comprei um sobre-colchão em espuma de memória para a minha cama porque o meu colchão é um pouco duro e me fazia dores nas costas.
Hoje tirei o sobre-colchão da cama porque este é demasiado mole e faz dores nas costas ao meu esposo. Inconformada previ:
- Se não conseguir dormir, compro um meio-sobre-colchão para o meu lado da cama.
Ao que a minha Vi respondeu prontamente:
- Não mãe, se não conseguires dormir procuras a ervilha que tens debaixo da cama!
Claro! Tão óbvio!
Por vezes invejo a clarividência das crianças...
sábado, 22 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
PRONTO RENDO-ME!
Resisti enquanto pude, mas agora tenho de me render...
Com óculos de ver ao perto e cabelos brancos, estou prontinha para entrar nos 45!
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