quinta-feira, 25 de junho de 2015

VELHOS

Até quando deveríamos viver?
Todos queremos viver muito tempo, estamos sempre a desejar isso uns aos outros, mas será isso mesmo que queremos?
Queremos mesmo viver até aos 100 anos, dependentes, sem autonomia, a precisar de ajuda para comer, tomar banho, limpar o rabo, virarmo-nos na cama? Queremos impor essa obrigação aos nossos filhos? Queremos ir para um lar onde empregadas com idade para serem nossas netas nos tratam por tu e nos ralham como a putos do infantário?
Queremos perder a vista, o ouvido, as pernas, o juízo?
Não, não queremos.
Todos queremos é viver muito, mas com a genica de quando tínhamos 20 anos (ou, vá, lá, 40...).
Por mim o que gostava mesmo era de ter um botão, que pudesse desligar quando achasse que já não fazia sentido, que já pouco me dava prazer, que estava a ser um peso para os outros.
Espero pelo menos ter a clarividência (e a carteira) para ir para o lar pelo meu pé, sem ter de impor aos meus filhos a necessidade de cuidarem de mim.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Luz Houses

Fomos aqui e não restam dúvidas, o sítio é absolutamente fabuloso e com uma decoração de extremíssimo bom gosto. Bebemos um copo no "honesty bar", vimos as ovelhas e a ermida.
Parece impossível...aqui tão pertinho!...
O site é um pouco lento mas as fotos valem a pena.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃO

No próximo domingo vai haver uma caminhada pela Mata, organizada pelos escuteiros!
Toda a gente está convocada para aparecer na praça 14 de Agosto às 8,30 h (da madrugada...), equipado com calçado de andar, água e boa disposição, para ir acompanhar os escuteirinhos nesta manhã de desporto e natureza.
A caminhada destina-se a angariar fundos para a próxima atividade dos exploradores.
Bora lá andar!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

AS QUARTAS FEIRAS VEGETARIANAS CONTINUAM


Ontem foi um chilli de legumes com ovo, que estava bem bom! (muita bom!) e aquilo ali ao lado era um gin tónico que ainda estava melhor!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

QUASE FÉRIAS

Hoje português o mais velho, amanhã geografia a do meio. para a semana matemática ele e economia ela. E depois fica toda a gente de férias! Toda a gente... menos eu!
Já se vêem por todo o lado adolescentes em calções e chinelos, com aquele ar de quem enfrenta um verão que vai durar para sempre. Ai que saudades que eu tenho da escola nesta altura!
Para mim ainda falta um mês e meio para os quinze dias de férias que me calham. E ainda nem consegui ir à praia. Sempre que está bom tempo o Cristiano Ronaldo lá de casa tem treino/jogo/torneio. Quando não tem nada, faz frio/chove/troveja...
É uma injustiça!...

terça-feira, 16 de junho de 2015

Philippe Petit, o grande

A Feira do Livro é para mim muito mais que um mercado gigante de livros, é um passeio da fama de Hollywood mas em vez dos actores bonitinhos e ocos, está recheada de escritores, autores, ilustradores, editores, e gente extremamente interessante a vários níveis. Em cada esquina, em cada praça, acontecem constantemente "coisas": um lançamento, uma palestra, uma conversa, um debate. Para mim aquilo é o paraíso. Parece que morri e fui para o céu.
Mesmo em frente à Padaria dos Poetas ficava a Praça da Fundação onde se desenvolviam actividades da Fundação Francisco Manuel dos Santos (que eu não conhecia mas que vale a pena) que edita uma revista semestral intitulada XXI - Ter opinião. O tema da revista nº5 é O Risco e no lançamento da respectiva na Feira do Livro convidaram Philippe Petit, que é, nem mais nem menos que, o Homem do Arame, o funâmbulo que fez a travessia entre as Torres Gémeas de Nova Iorque nos anos 70, entre outras loucuras parecidas de menor altitude. Comecei a assistir confesso que sem grande entusiasmo pelas suas palavras. Há feitos que superam e dispensam quaisquer palavras. Mas depressa percebi que não era o caso. Philippe Petit, embora seja Petit de nome, é muito maior que os seus feitos e a grandeza das loucuras (serão loucuras?...) que comete são só um pequeno reflexo do seu gigante interior.
Fiquei como que hipnotizada a ouvi-lo durante mais de uma hora. Como se sente uma divindade quando está lá em cima no arame, como o equilíbrio do corpo não pode ser dissociado do equilíbrio da mente, como falou com a gaivota de olhos vermelhos que o vinha importunar quando se deitou na travessia das Torres Gémeas, quando em Israel na travessia entre o bairro árabe e o bairro judeu, lhe pediram para levar uma pomba e a lançar nos céus mas a mesma não sabia voar e lhe pousou na cabeça e depois na vara e depois no cabo, como quanto mais aprende sobre tudo mais tem a sensação que nada sabe, apesar de ser escritor (9 livros editados), monociclista, malabarista, pintor, especialista em nós (sabe fazer mais de 200 dos cerca de 2000 catalogados), escultor (fez um workshop de 6 meses para promover a finalização da construção da Cathedral of St. John The Divine na cidade de Nova York onde é artista residente). Enquanto fala pausadamente, no seu inglês afrancesado, faz magia com as ideias, é profundo, poético, deixando toda uma audiência em absoluto silêncio. Nunca usa a palavra "cair", nem falada nem escrita. Nunca! E diz que, se algum dia "sair" do arame, não é porque "caiu", é porque voou...


Na revista XXI - Ter Opinião está uma reportagem espectacular sobre ele, brilhantemente escrita por António Araújo. Se tiverem oportunidade, não deixem de ler.



Pesquisei um pouco sobre o personagem e...minha nossa!...Incrível!...

 Um dos muitos videos do YouTube sobre a travessia no WTC







 Deitado...wtf!!!!!


Cathedral St. John the Divine inacabada

Em Outubro próximo vai sair um filme sobre Philippe e a travessia no WTC, The Walk. Um segundo visto que o primeiro é de 2008, Man on Wire.
Let's look at the trailler:



segunda-feira, 15 de junho de 2015

O 1o prémio das rifas da festa da Serra de Sto. António...

...veio aqui para a jóia, e não podia ser mais a minha cara e vir em melhor altura. 
Casa das Pipas, provas de vinhos, caves de envelhecimento de vinhos do Douro.
Já me estou a ver "nas provas" com o meu Aguiar, enquanto os miúdos tomam banho na piscina.
Viva a Serra de Sto. António e os seus grandiosos festejos!!!!!!!!!
Yyyyuuuupppiiiii!!!!


FIM DE SEMANA CINEMATOGRÁFICO


Nos dois ou três últimos anos vi mais filmes em francês do que no resto da minha vida toda.
Depois de "La cage douré", de "Intocaveis", de "Qu`est-ce qu'on a fait au bon Dieu?" e muito recentemente de "Samba", este fim de semana vi esta maravilhosa Família Bélier. Adorei!
Chorei muito no final e vai acontecer o mesmo a quem também tiver filhos em idade de sair de casa.
Ontem fui ver o Mundo Jurássico. Prontos, tá bem... é mais ou menos o mesmo que o outro, mas com mais dentes e mais barulho...




sexta-feira, 12 de junho de 2015

AI QUE SAUDADES...

... que eu tinha de vir aqui!
Pronto, acho que já fiz o meu período sabático, portanto estou pronta para voltar. Às vezes esta rotina  cansa e parece que já não temos nada para dizer ao mundo.
Continuo sem nada para dizer... mas ainda me apetece dizer disparates!
Portanto, voltei!
E começo por dizer que:
- O Meuprincipe está no seu segundo país acabado em ão - primeiro foi o Turquemenistão e agora o Cazaquistão (sim, é mesmo a terra do Borat). Mas felizmente já volta hoje, mesmo a tempo de irmos comer uma sardinha ao bairro do Orçário, ali em Alvados, a olhar para a serra;
- Os meu 3 filhos estão a dar-me alegrias ao nível das notas - hoje recebi esta mensagem: "as notas foram boas. Se não faltasse às aulas ainda ia para o quadro de excelência" (não sei se ria, se chore...);
- Estou zangada com a Calos porque não publicou aqui um foto de um maravilhoso vestido verde que ostentou na procissão de domingo e a respetiva história - mas se calhar fez bem, que isto há por aí muita gente invejosa...
- Mas afinal não estou zangada com  a Calos porque me trouxe um livro assinado pelo J. Rentes de Carvalho - a minha melhor amiga é muito melhor que a vossa!
- Quanto a literaturas, não mudou quase nada, cheguei finalmente ao décimo A Guerra dos Tronos, já apanhei a série e não há mais livros publicados. Agora vai ser como com o Harry Potter, vou-me transformar naquelas fãs que acampam na véspera à porta da FNAC à espera que saia o livro seguinte.
E pronto, é isto. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. Se calhar tinha mesmo motivo para não vir aqui, a minha vida conta-se em três linhas!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

10 de Junho, dia Tuga

Ontem foi Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e nós, cá em casa, celebramos como manda a lei: a comer e a beber. Ele foram sardinhas assadas, salada de tomate, pimentos assados, pão e broa ao almoço, e caracóis, ameijoas e um verdinho fresco para o lanche.


Mas isto não vos interessa nada, como é óbvio.
Interessante é a análise da Criada Malcriada, do dia e das comemorações. Querem espreitar?
Parti-me a rir...

http://criadamalcriada.com/2015/06/10/dia-de-portugal-de-camoes-e-dos-comendadores/

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Um génio (quase) desconhecido

J. Rentes de Carvalho era para mim um total desconhecido até a querida Feridas, no meu aniversário, me ter oferecido o seu livro autobiográfico Ernestina.
Depois de o ler tive a consciência que tinha descoberto um génio. Um mestre. Um escritor absolutamente mágico e encantador, daqueles que faz "kamasutra" com as palavras. Depois de o mesmo me ser dado a conhecer, parece que todo o mundo, ou melhor, todo o Portugal, o descobriu ao mesmo tempo: Livro do dia na TSF, nos blogs, na TV, não se falava de outra coisa. J. Rentes de Carvalho tinha definitivamente invadido a literatura portuguesa.
O homem nasceu há 85 anos em Vila Nova de Gaia e por razões políticas foi obrigado a sair do país. Viveu no Brasil, Nova Iorque, Paris e Amesterdão, onde assentou arraiais, leccionou literatura na universidade e onde escreveu grande parte da sua obra e arrecadou inúmeros prémios literários.

No Sábado, estava eu na Feira do Livro quando, entre os inúmeros anúncios de sessões de autógrafos a decorrer na feira (ao fim de semana são dezenas...), ouço o nome J. Rentes de Carvalho.
Fiquei com o nariz no ar e depressa me fiz ao caminho, acreditando que, chegando lá, a fila para conhecer o senhor e conseguir um autografo daria 3 voltas à feira. Nada disso. Ser desconhecido do público e não ser um escritor promovido por grandes campanhas de marketing pode ser uma grande vantagem em certas alturas. J. Rentes de Carvalho não tinha ninguém. Ninguém!...Dá para acreditar?!

O senhor, do alto dos seus 85 anos, já não tem pressas. Calmo, sereno, conversador, vê-se que gosta de saborear cada instante da sua vida com a consciência que a mesma caminha para o fim e que já não resta muito tempo...
Conversou, conversou,...perguntou, explicou,...disse-me coisas engraçadas que não esqueci, como por exemplo que "ler algo de alguém é um acto de extrema intimidade, quase erótico, e todos os maridos deveriam ter ciúmes quando as mulheres lêem na cama um livro de alguém."
Curioso...
"- Detesto o meu nome José! Detesto mesmo! Quando era miúdo chamavam-me Joselito! É horrível. No Brasil descobri que há umas balas, uns rebuçados, que se chamam Joselitos!"
- O que conta em Ernestina é tudo verdade?...
Com um sorriso maroto:
- Não sei, já não me lembro, já foi há tanto tempo...

- Porque é que foi quase desconhecido em Portugal durante tantos anos, apesar de ser um escritor premiado internacionalmente? Foi uma opção?
( A primeira edição portuguesa de um livro de J. Rentes é em 2008, o senhor já tinha 78 anos...)
- Os grandes escritores são fabricados pelo marketing das editoras. Ou melhor, não os grandes escritores, os escritores que vendem mais...

Verdade!
A Feridas disse-me um dia que gostava tanto de Gabriel Garcia Marquez que vivia numa ansiedade constante na esperança de mais um romance antes do escritor bater a bota. Percebi o que ela sentia naquela conversa com J. Rentes.  É um homem cansado. Vê-se que transborda de histórias e coisas para dizer. A sua mente galopa, ágil e astuta, mas está aprisionada a um corpo gasto, demasiado vivido. Gostei muito daquela conversa. Muito mesmo. Porque foi uma conversa descontraída, calma, própria de quem já não tem pressa de viver.


sábado, 6 de junho de 2015

Livros, sempre os livros...

Acabei mais um livro de que muito gostei e mais uma vez volto a sentir aquele vazio.
Quem lê sabe ao que me refiro. Durante umas semanas aquelas personagens viveram comigo, vivi a vida delas, senti as suas alegrias e chorei as suas tristezas. Fizeram-me companhia quando estava sozinha. Foram meus e eu fui deles. Vi-as crescer, vi nascerem-lhes os filhos, vi-as morrer...
Mais uma vez chorei no final de um livro, à semelhança do que acontece tantas e tantas vezes. Chorei pela história, pelas emoções dos personagens, chorei porque o livro acabou e eu não irei mais saber o que se segue, chorei porque sou uma chorona...
Agora vou para a Feira do Livro e talvez compre mais umas quantas emoções disfarçadas de páginas com letras e uma capa.