sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Nova peça de teatro de Tiago Rodrigues

Há pois é bebe, temos o livrinho, acabadinho de lançar, com a nova peça do grande Tiago Rodrigues. Ainda por cima autografado pelo próprio, com direito a dedicatória a tudo. 

Embora para o palco?...ah?...

EU, EM MODO DONDOCA - III

Hoje, estar linda e maravilhosa para ir ver o Meupríncipe a Bucareste!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

COISAS QUE ME ENERVAM

Se há coisa que me enerva são textos mal escritos, erros de ortografia, erros de construção frásica, palavras mal empregues, etc. Principalmente quando se tratam de textos oficiais. A quantidade de disparates que se vêm em requerimentos, despachos, sentenças e afins por esse país fora é alarmante. Pelo menos quem escreve por profissão, deveria fazê-lo bem.
Vem isto a propósito de um requerimento para aprovação de uma propriedade horizontal, apresentado à Câmara Municipal, que tenho aqui na minha frente. Só aqui ponho a primeira página, já chega bem para se ver onde chega o desastre.


Transcrevo, tal como está escrito, com as correções da minha autoria:

"A presente memória descritiva serve de aditamento á (à) memória descritiva inicial referente ao processo nº ...., requerido pela Sra.... (é falta de educação referir-se a uma senhora como Sra., deve dizer- se a Sra. D.). O qual vem responder á (à) informação dos serviços nº...., nomeadamente ao solicitado nos pontos 3.a) e 3.b).
Face ao exposto em cima (acima) , voltamos a apresentar nova planta (se voltam a apresentar nova planta, já estão a apresenta-la pela terceira vez. Não é o caso, esta é só a segunda apresentação) de implantação cumprindo o regulamento previsto na constituição do regime de propriedade horizontal segundo (o) art. 143º-A (deve indicar de que diploma, neste caso do Código Civil), com as manchas que demarcam as fracções distintas e as zonas de circulação comuns.
Pois a apresentação anterior da descrição (,) quer em planta (,) como em testo (texto) da propriedade horizontal, (a virgula não está aqui a fazer nada) foi deduzida (quer dizer, induzida) em erro. Não se trata (tratam) de 4 fracções mas sim de duas fracções A/B, constituídas por:
. Fracção A - composta por (moradia unifamiliar; garagem, anexo/tertúlia) (uso incorreto dos parêntesis, o que está dentro dos parêntesis pode ser retirado da frase, é um aparte, neste caso devia ter usado dois pontos) (e falta a pontuação no final da frase, neste caso, ponto e virgula)
. Fracção B - (oficina) (falta a pontuação de novo)
. (não está a continuar a enumerar frações autónomas, pelo que não deve continuar a usar o.) salienta-mos (salientamos) que ambas as fracções contém (contêm) um logradouro respectivo a cada Fracção (fracção), assim como de um espaço (assim como um espaço) de uso fruto (usufruto) comum as (às) duas fracções.
As fracções A e B são Distintas (distintas) (o que se entende que estas unidades têm os seus limites claramente definidos); são fracções que possuem Acesso Próprio (acesso próprio) a cada fracção desde o acesso exterior das escadas até o (ao) edificado"
Só acrescento que é obrigatório o uso da forma de escrita aprovada pelo acordo ortográfico em documentos oficiais.
E pronto, advirtam-se!!!

Susana Tavares

A Susana Tavares é uma ilustradora da equipa Princess Pea. Trabalhamos juntas há algum tempo mas só na semana passada tive o prazer de a conhecer pessoalmente. Fiquei encantada! Parecia que nós conhecíamos há séculos. Encantou-me o seu trabalho, o seu atelier, a sua casa mas sobretudo a pessoa. A Susana é afável, muito simpática e daquelas pessoas especiais. Faz meditação, será por isso?

Fui a casa dela, um último andar num prédio antigo no Saldanha, buscar uma peça Frida Kahlo que ela tinha feito para mim há já algum tempo, e não consegui sair de lá sem um quadro para o meu quarto e outro para oferecer à Feridas (que fez anos).

Encantem-se com o trabalho dela e a casa que remodelou no seu blog em http://ateliersusanatavares.blogspot.pt/

Se forem atentos talvez consigam ver a minha Frida e o meu quadro com o "Anjo protector da família" ainda no atelier dela. O quadro que ofereci à Feridas também lá está. Conseguem adivinhar qual foi?
Óh Feridas queres mostrar?....



sábado, 28 de setembro de 2013

Reflexão

Estou a reflectir....a reflectir....torno a reflectir,... reflicto mais uma vez.....e termino com mais uma profunda reflexão...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

BENVINDA CLARINHA!!!

Sou mulher e tenho um irmão. O meu marido é homem e tem dois irmãos.
Em 1996 nasceu-me um rapaz. Em 1998 nasceu-me uma menina.
Em 2000 via-me tia pela primeira vez, era um rapaz.
Em 2001 fui eu que tive novo rapaz.
Em 2004, novo sobrinho... rapaz
em 2005 mais um sobrinho... rapaz.
De novo em 2009 e em 2010, mais rapazes.
Parecia um Karma, nesta família só havia uma mulher por cada geração.
Enquanto isso a minha filha desesperava. Via nascer meninos atrás de meninos e quando perdeu as esperanças de ter uma irmã, começou a suspirar por uma prima, mas nada. As roupinhas mais bonitas dela ganhavam mofo e saíam de moda, guardadas numa caixote à espera da prima que nunca mais nascia.
Quando já nada o fazia prever, heis que uma cunhada engravida de novo!
Nasceu ontem e
É UMA MENINA!!!
Uma linda princesa, para ser a Caganoninho mais mimada das redondezas e eu faço tenções de já exercer os direitos de quase avó que me cabem e estragá-la com mimos!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

As socas de pele de cabra

Eu sei que as eleições autárquicas se aproximam e que eu devia falar sobre isso. Deveria manifestar a minha tendência para este ou para aquele candidato, para esta ou aquela lista. Deveria dizer como a politica me desilude sempre e cada vez mais. Poderia dizer que DETESTO, repito DETESTO que indivíduos que nunca aparecem em lado nenhum nem cumprimentam ninguém, de repente parecem a Miss simpatia/fotogenia/socialização. Poderia ainda dizer que me irrita profundamente que, estando no poder há 8 anos, só num 3º mandato se proponham tomar certas medidas, mas também me irrita indivíduos que há 4 anos se indignavam contra as listas das quais agora fazem parte. Poderia dizer como são deprimentes os logótipos e os cartazes das campanhas. Poderia insurgir-me contra os milhões de euros gastos em brindes e ofertas inúteis aos eleitores. Poderia dizer que continuo sem saber em quem votar pois nenhuma lista me parece capaz de "surpreender". No poder local tem de haver rigor, claro!, mas não basta ser honesto, conhecido de todos e ter boa vontade. Tem de haver capacidade de união e mobilização das populações e sobretudo muita, mas MUITA, imaginação, ideias progressistas e inovadoras concretizáveis, e alguma dinâmica para as colocar em prática.

Mas não me apetece falar sobre nada disto.
Prefiro falar sobre as minhas socas de pele de cabra.

Na última Feira Medieval onde trabalhámos, em Queluz, tive um daqueles impulsos incontroláveis de pura gajice (vem de gaja). Bati com os olhos num monhé rodeados de pilhas de socas e, de repente, a minha mente começou a tripar como claras em castelo na panela da Bimby.  O meu cérebro tanto tripou, tanto bateu, que fez TILT e congelou na minha imagem versão Claudia Shiffer, alta, esbelta, de soca no pé, a desfilar...e sem eu saber como, o monhé tinha 20€ meus no bolso e eu tinha na mão um saco com umas socas dentro. Umas socas de pele de cabra.
Depois, lentamente, comecei a cair em mim...
"Cat, minha grande cabra, consumista, vaidoseca e impulsiva, para que raio foste tu gastar 20€ numa merda dumas socas de pele de cabra, feias como tudo, que provavelmente nunca vais calçar?"
Respondi a mim própria: "Cat, gastei 20€ numa merda dumas socas de pele de cabra, feias como tudo, que provavelmente nunca vou calçar por isso mesmo: porque sou uma cabra, consumista, vaidoseca e impulsiva."
Para me justificar a mim própria que não sou assim tanto tudo isso, obriguei-me a calça-las e... sabem que mais? ADORO-AS! Não me imagino sem elas. São optimas para o verão e inverno. Ficam bem com calções e gangas, com peúgas ou sem elas. E ainda digo mais: Não sei como (sobre)vivi 38 anos sem umas socas de pele de cabra! A minha vida vai mudar para sempre e eu nunca mais serei a mesma.

“Dê a uma mulher os sapatos certos e ela consegue conquistar o mundo.”
- Bette Midler
"Eu creio que política é a segunda profissão mais velha do mundo. Começo a perceber que tem muita semelhança com a primeira."   
          - Ronald Regan
 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

TEATRO NA MINHA SALA

Mais um projecto diferente e interessante dos Materiais Diversos. o artista vai a casa das pessoas e faz um espetáculo só para as pessoas da casa.
No sábado a querida Cláudia Gaiolas, amiga de longa data, que conhecemos quanto, também no âmbito do Festival, veio encenar uma peça com o Boca de Cena, esteve em minha casa, a representar só para nós.
Só se comprovou o que já sabiamos há muito tempo: a Cláudia é uma SENHORA!
Uma actriz fantástica, expressiva, envolvente e extremamente profissional. Imagino que além da dificuldade de estar assim tão perto das pessoas, que não dá margem para disfarçar o mais pequeno defeito, deve ser ainda mais difícil quanto se tratam de pessoas conhecidas. Mesmo assim a Cláudia mantém a seriedade, o profissionalismo e dá o corpo ao manifesto como se estivesse num palco enorme, em frente a uma plateia de centenas de pessoas.
Ficam umas fotos, para se ter uma ideia:





quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A MAGIA DOS ESCRITORES

..."é uma insuportável arrogância moral julgar a História com a vantagem do tempo."
Miguel Sousa Tavares, Sul

Admiro profundamente um escritor que consiga por em palavras aquilo que eu sinto e não consigo dizer.
Hoje dei com esta frase no livro "Sul" do Miguel Sousa Tavares.
Esta frase traduziu em palavras a sensação que tive há umas semanas, atrás do guia do Paço Ducal de Vila Viçosa, que se admirava para os seus boçais ouvintes que a ementa diária do rei D. Carlos tivesse cinco pratos.
Era a ementa do REI D. Carlos, que tinha CONVIDADOS, no século XIX. E tinha cinco pratos... que admiração!
E o formidável guia continuava dizendo que depois da sopa, da salada e do prato de caça, ainda o nosso barrigudo rei tinha barriga para umas favas à portuguesa. E os boçais abanavam a cabeça e diziam, com ar sábio:" Cinco pratos... favas à portuguesa...e com tanta gente a passar fome..."
Deu-me vómitos.
É assim que se aprende história? É para isto que vamos visitar grandes monumentos?
Não me parece...