Portanto, a prova de português, lá vai ser repetida, por causa dos milhares que ficaram sem fazer exame.
Na próxima semana será matemática, para o 6º e o 9º ano. Ouvi hoje na rádio que são mais de 200 mil alunos a fazer prova. Por acaso, dois deles são meus...
Eu não posso concordar menos com a greve. Chamem-me reacionária e fascista, mas não posso concordar. Não posso concordar que os "efeitos colaterais" da greve sejam muito mais gravosos que o mal que a greve pretende contrariar. Não posso concordar que por cada professor que faz greve hajam 20 alunos que deixam de faxer o exame. Os senhores professores, e também o governo, têm de entender, de uma vez por todas, que o centro do sistema de ensino são os alunos e não os professores. O sistema existe para ensinar as crianças e jovens e não para dar emprego aos professores.
Mas desta vez e tendo em conta o que se adivinha, se calhar era melhor começarem já a pensar em adiar a prova, ou vai voltar a contecer que uns fazem exame e outros não.
Ou então comecem já a preparar soluções alternativas. Ouvi na televisão que na segunda feira houve pessoal não docente (formadores, administrativos) e até pais a vigiar os exames. Não me parece má ideia.
Eu ofereço-me, desde já, para ir vigiar uma sala de exame, onde não esteja nenhum dos meus filhos, para não haver dúvidas.
Só mais uma coisinha: o Meumaivelho anda num dos colégios privados de Fátima. Lá não houve greves nem nenhuma destas trapalhadas. E mais não digo...